
Para o forasteiro a descoberta da ilha faz-se por inúmeras corridas à volta da ilha. O percurso entre a Cidade, e o Porto Moniz, que passa pelo Cabo Girão, e imprescindível. A todos impressiona a altura e violência das escarpas. Esta primeira e dominadora impressão faz-nos esquecer o suor dos primeiros cabouqueiros que cavaram, escarpas acima, os poios e traçaram as estradas e túneis. Na verdade, o que mais nos comove, ainda que no segundo momento, é a força hercúlea do íncola que foi capaz de transformar o rochedo num campo de cearas, vinhas e canaviais. Esta trilogia agrária marcou o devir madeirense e surge como resultado de sermos os lídimos herdeiros e divulgadores, além Atlântico, desta tradição agro-alimentar do mundo cristão.
Hoje a paisagem perdeu o verde dos canaviais e o dourado dos trigais mas, em contrapartida, ganhou um novo e variado colorido das latadas que cobrem os socalcos e engalanam os terreiros e frontais das habitações são as responsáveis de tudo isto. O percurso até ao alto do Cabo Girão e depois o relance pela encosta que se perde no horizonte até ao Funchal impressionam a retina como um arco-íris. A imagem persiste em quase todo o roteiro entre o Funchal e o Porto Moniz, sendo apenas esquecido com a violência da encosta a partir de S Vicente
Perante nós estão cerca de 1900 ha de vinha, o que corresponde a 25% do espaço agrícola da ilha. Na Primavera os rebentos que brotam das videiras fazem reverdecer e proteger os bacelos. No Verão são os cachos pendentes a atribuir um novo visual.
O Outono anuncia-se com as vindimas. Estas, para além do colorido desusado que é a apanha da uva, marcam uma nova e radical mudança na paisagem: as diversas colorações de castanho, que anunciam a queda da folha, impõem-se por entre os bacelos e o escuro do basalto. E este arco-íris vitícola, propiciado pelos vinhedos que cobrem a encosta sul e norte da ilha, que propomos para a primeira escala na rota do vinho. Ela aviva-nos a memória sobre os primórdios da ocupação da ilha. Perante nós desfilam homens, produtos e esperanças em boa hora concretizadas com muito suor.
O FUNCHAL
A primeira descoberta da ilha acontece o Funchal, a capital da região autónoma e a porta de entrada para o mundo. E uma cidade em constante mudança. Situada a Sul da ilha o seu clima é agradável durante todo o ano. A baía espraia-se num anfiteatro dominado pelo branco do casario e azul do mar. Muitos motivos aguardam por uma visita a Sé, as igrejas, as capelas, os museus, as quintas, os solares e os soberbos jardins que enchem a nossa paisagem de cor. Outros mais despertam a atenção do visitante, com especial destaque para as actividades de cariz cultural e desportivo que acontecem todo o ano. Aqui e agora a nossa atenção fica virada para aquilo que se relaciona com o vinho
O Funchal dos séculos XVIII e XIX é sem dúvida a cidade do vinho. Ele significa quase tudo para os funchalenses e projecta uma nova realidade pautada pela plena afirmação da vinha no espaço rural e do embelezamento do recinto urbano. A cidade ganha em monumentalidade e beleza. Os grandes proprietários de vinhas aformosearam as casas de residência. Os mercadores, nomeadamente os ingleses, transformaram as vivendas de sobrado em lojas e escritórios de convívio e as casas solarengas e quintas adaptaram-nas ao seu gosto e exigências de conforto.
Os artefactos ingleses invadem o mercado madeirense e dão-nos meios mais adequados para a afirmação do conforto diário. A isso junta-se o gosto pelo clássico. A tosca e utilitária mobília, muitas vezes feita de madeira que do Brasil transportava o açúcar para a ilha, dá lugar ao mobiliário estilizado. A chamada mobília Chippendale e Hepplewhite - sofás e cadeiras - dá o toque de classe e compõe o ambiente para os saraus dançantes ou o célebre chá das cinco. Os museus da Quinta das Cruzes e Frederico de Freitas são hoje os depositários de alguns dos exemplares mais significativos desta realidade que resistiram ao uso secular.
Os tectos das amplas salas para os saraus dançantes ou para recepção aos convivas são cobertos de estuques profusamente trabalhados e muitas vezes pintados. Em muitos dos edifícios da época são evidentes esta moda trazida pelos ingleses para a ilha As decorações alusivas às da Grécia e Pompeia, criadas por Roberto e James Adam, são a principal evidência disso e tiveram na casa de capitão Eusébio Gerardo de Freitas Barreto, hoje sede da Marconi na ilha a sua mais perfeita expressão com os tectos do salão de música.
Ao percorrer as Ruas da Carreira, Netos, Pretas, Mouraria, Mercês, Nova de S. Pedro, Conceição, Aranhas, Ferreiros, João Gago o transeunte depara-se com estes prédios de fachadas rendilhadas em cantaria negra, rasgados por inúmeras janelas servidas de varandas em ferro forjado. Aos que têm franqueadas as portas é possível redescobrir os tectos de estuque pintado.
A muitos destes imponentes palácios junta-se um elemento arquitectónico típico da ilha, isto é, a torre avista-navios. Evidente em muitos dos edifícios da época que persistem na malha urbana da cidade. A torre avista-navios preenche para a época uma dupla função. Como mirante lançado sobre a baía permite saber-se da chegada e partida dos navios, daí o nome. É também um local de convívio diário na casa. É o homónimo da casa de prazeres das quintas madeirenses.
Dos diversos imóveis que a riqueza do vinho fez erguer merecem a nossa atenção: O Palácio de S. Pedro, hoje Museu Municipal, mas que se ergueu para residência do Conde de Carvalhal; os paços do Concelho do Funchal, conhecido também como Palácio Torre Bela. Em todos é evidente a mesma distribuição do espaço. Uma fachada imponente que dá entrada para um grande pátio coberto de latada que serve de logradouro comum às diversas arrecadações: as lojas de fermentação e envelhecimento do vinho, a oficina de tanoaria, a estufa. O bom gosto com que alguns souberam combinar e o cuidado que lhes atribuíam não passaram despercebidos ao olhar atento de Henry Vizetelly que na casa de Blandy Brothers leva-o a afirmar que estava perante um "verdadeiro museu de vinho"
A anglicização do Funchal só foi possível pela importância que assumiu para os súbditos de Sua Majestade o comercio da presença da comunidade britânica foi e ainda é importante. O rumo definido para o vinho é deles, que cedo se tornaram nos principios apreciadores e beneficiários das riquezas que o mesmo propiciou. Por isso a descoberta das suas indeléveis marcas pode completar a visita. Para as bandas do Quebra Costas.
Igreja Anglicana e, bem próximo, na Rua da Carreira, o Cemitério Britânico. Depois é o reencontro com os aprazíveis jardins da Quinta Magnólia, outrora clube inglês, mas hoje espaço de todos.
Se na cidade as casas térreas dão lugar aos imponentes palácios, casas de habitação, escritórios e lojas de comércio, os arredores ganham outra animação com a proliferação das Quintas. As quintas são uma criação madeirense, sendo a expressão volumétrica da importância de algumas das famílias madeirenses, onde o lazer se conjuga com o sector produtivo. A quinta não se resume apenas ao espaço agrícola e à casa de habitação, pois a ela está indissociavelmente ligado um jardim e mata. Foi com os ingleses que elas ganharam nova forma e animação que persistiram até aos nossos dias. Assim, perdem o seu carácter rústico e transformam-se em espaços aprazíveis servidos de amplas ruas e jardins de inspiração oriental.
Ligado a isto está o aparecimento da "casa de Prazeres", isto é, um pequeno pavilhão no canto do jardim que serve para ver a "vista", sendo espaço de convívio das senhoras nas tardes solarengas. Ainda hoje é evidente a sua presença em inúmeras quintas e casas. A Casa da Calçada hoje Museu Frederico de Freitas, ostenta ainda a sua Casa de Prazeres. A nossa "Casa de Prazeres" é mais uma aportação inglesa indo buscar as suas origens à "house of pleasure", isto é os sumptuosos pavilhões orientais que na Madeira se adapta a esta especial condição de mirante, em locais onde não havia a torre avista-navios.
As quintas são uma criação madeirense, mas foram os ingleses que, a partir do século XVII, as transformaram em locais de aprazível convívio. Os vastos espaços que contornam a habitação foram revestidos de jardins coloniais, transformados em viveiros de plantas e flores exóticas. Foram várias funções. Primeiro casas de habitação dos seus construtores. Depois, hotéis e pousadas para acolherem os inúmeros britânicos em busca de cura para a tísica pulmonar ou de passagem para as colónias. São inúmeras as quintas que polvilham os arredores do Funchal, nomeadamente em Santa Luzia e Monte, e por isso merecedoras da nossa atenção e ansiado Pela nossa visita.
No decurso dos séculos XVIII e XIX o quotidiano do vinho é retratado pela pena de diversos pintores e desenhadores europeus, nomeadamente ingleses, que tiveram oportunidade de passar pela ilha. Parte significativa delas serviu para ilustrar livros sobre a ilha ou com capítulos a ela dedicados. Os principais motivos são os lagares, os borracheiros, e as balseiras. Os dois últimos elementos são os mais abundantes em toda esta iconografia visível hoje no Museu Frederico de Freitas no Funchal.
Depois, disso só vamos encontrar expressão em Max Romer(1878-1960), um alemão refugiado na Madeira em 1922 que se rendeu à evidências do meio. Nalgumas encomendas realizadas para a Madeira Wine C° e H. M. Borges & C° deixou plasmadas as suas impressões com um retrato impressionista da faina vitivinícola.
Todas as casas de exportadores que se encontram no Funchal estão sedeadas em edifícios seculares, alguns deles de inegável valor arquitectónico. Em todos são também possível uma visita. Esta poderá como ponto de partida o Instituto do Vinho da Madeira à rua Cinco de Outubro. Um edif1cio imponente com uma arquitectura tipicamente inglesa chama de imediato à atenção de quem aí passa. Dentro um museu alusivo ao vinho da Madeira permite uma primeira iniciação.
Segue-se depois a Rua dos Ferreiros, onde entre as imponentes fachadas de edifícios onde estiveram implantadas casas de vinhos, encontramos duas empresas em funcionamento, que muito se associam a um museu vivo: Artur Barros e Sousa Lda e Pereira D'Oliveiras. Continuando o percurso, sinuoso das ruas da cidade vamos dar às afamadas adegas de S. Francisco, da Madeira Wine Company, também outro museu vivo. Mais adiante na Avenida Arriaga está a Biblioteca Barbeito de Vasconcelos, onde o vinho se confunde com a tradição histórica associada a Colombo.
À VOLTA DA ILHA
O percurso tradicional inicia-se na costa sul e tem na cidade de Câmara de Lobos. A visão do miradouro do Pico das Torres é magnífica sobre esta janela aberta sobre o mar. Ao fundo a falésia do Cabo Girão (o promontório mais alto da Europa e o segundo do mundo). Para além da paisagem o património o património construído merece a nossa atenção: a igreja matriz do século XVI dedicada a S. Sebastião, a capela de Nossa. Senhora. do Calhau, rica em talha dosada e a capela do Espírito Santo (século XV). Câmara de Lobos é povoação de gentes que se dedicam à pesca e agricultura. A gastronomia rica em peixes frescos faz as delicias de qualquer visitante. Aqui, no sítio das Preces, encontramos o primeiro campo experimental de castas tradicionais.
Subindo a encosta ate o Estreito de Câmara de Lobos a paisagem transforma-se dando lugar a escarpas montanhosas rasgadas por socalcos de vinhedos e cerejeiras. É terra de grandes festividades, como o testemunha a mais afamada da Vindima no mês de Setembro. À mesa, a famosa espetada de carne assada num espeto de louro é servida nos restaurantes e agrada todos os gostos. Esta freguesia é, por excelência, a do vinho Madeira, pois que aqui se encontram o maior número de produtores da ilha que dominam a produção de castas nobres(sercial, verdelho, boal ) e boas.
Após uma paragem obrigatória no Cabo Girão, segue-se o percurso na estrada que de forma pachorrenta contorna os vales. Primeiro passamos pela Quinta Grande, assim chamada por ter sido uma quinta dos Jesuítas, onde somos surpreendidos por um vasto vinhedo todo ele mecanizado que acompanha o declive da montanha, propriedade da Companhia Henriques & Henriques. Segue-se de pois o Campanário, que da serra ao mar se cobre de verde. Terra rica em laranjeiras e vinhas. É aqui que se encontra uma das mais importantes produções de boal.
Na descida para a Ribeira Brava surge-nos à nossa esquerda o ilhéu do Campanário e a Fajã dos Padres. Aqui se produziu pela mão dos jesuítas o melhor malvasia da ilha. Hoje os seus proprietários procuram resgatar a tradição de tão afamado malvasia.
Chegados à Ribeira Brava o espectáculo é outro. Os vales dão lugar às escarpas. Perante nós apresenta-se um vale profundo, dividido por uma ribeira que no seu leito aloja a vila. O património artístico da vila é valioso e encontra-se bem conservado: igreja matriz do século XV possui um espólio rico em painéis flamengos dos sécs. XV e XVI, peças de prata e talha dourada do século XVIII. O Museu Etnográfico divulga e conserva os costumes e tradições do povo madeirense, entre as quais as ligadas ao vinho. No Verão os principais atractivos são a praia e a festa popular de S. Pedro que reúne forasteiros de toda a ilha.
O concelho da Ponta do Sol, afamado pelo sol que brilha até o anoitecer, é terra fértil. A vinha e a bananeira são um constante na paisagem. Mais uma vez a vila anicha-se apertada no leito da ribeira. O património arquitectónico clama pela nossa atenção: igreja do século XV, rica em estatuária com capela inserida do século XVIII recheada de talha dourada. Na Lombada do Esmeraldo temos o solar e capela da família de João Esmeraldo, belo exemplar da arquitectura civil, ostenta o brasão de armas dos Esmeraldos. Agradáveis esplanadas e uma praia convidativa completam os atractivos. Na freguesia dos Canhas um monumento em honra de S. Teresa do Menimo de Jesus.
O Arco da Calheta e a Calheta apresentam paisagens deslumbrantes. Aqui, o povo trabalha arduamente a terra. As principais culturas são a cana-de-açúcar (ainda hoje funciona o engenho da Calheta onde se produz aguardente e mel) e a vinha. A Fajã da Ovelha apresenta uma significativa produção de Verdelho. Outras razões para visitar estas freguesias são a igreja matriz do século XVI, na vila da Calheta, com o tecto de estilo mudéjar, e a capela dos Reis Magos do século XVI, no Estreito da Calheta, que guarda um precioso retábulo em madeira de carvalho da Escola de Antuérpia. As festas religiosas têm aqui um dos momentos altos das romarias da ilha - a Festa do Loreto. Novo campo experimental das castas tradicionais do vinho Madeira aparece na Casa das Vinhas(Estreito da Calheta).
Continuando o percurso, a oeste temos a Madalena do Mar com a sua praia de calhau que o mar vau transformando docemente. O lugar divide-se entre a excelência da prática de desportos náuticos e as plantações de bananeiras misturadas com vinhas que entornam as vertentes. As lendas. os costumes, as festas são razões para a visitar.
A vertente Sul termina na Ponta do Pargo, que é a ponta mais a oeste da ilha. Aqui está o guardião da noite que é o imponente farol. As suas gentes são de hábitos enraizados e na sua labuta agrícola plantam sobretudo cereais e vinha. A paisagem que se vislumbra dos miradouros é deveras fascinante, sendo dominada pelo verde da exuberante. Ao sítio dos Salões temos outro campo experimental onde se ensaiam os sistemas culturais e as técnicas de condição.
A costa norte inicia-se com o Porto do Moniz, vila famosa pelas suas piscinas naturais. Aqui tudo parece ser diferente. Vertentes áridas e montanhas verdejantes servidas de socalcos com vinhas protegidas da brisa marítima com urzes. tornam a paisagem única. As três freguesias destes concelho(Porto Moniz, Ribeira da Janela e Seixal) são a terra, por excelência, do sercial e verdelho, que o levam a assumir o primeiro lugar no computo da produção da ilha.
Torneando a encosta pelo sulco cavado na rocha somos cativados pelas quedas de agua, as montanhas abruptas repletas de vegetação fascinam com a sua presença ao longo da estrada ate o Seixal. O casario caiado de branco sobe pela encosta. No sitio do Chão da Ribeira esconde-se entre as montanhas e revela-se aos que o buscam como um vale de inexcedível beleza.
Chegados a São Vicente de novo as montanhas abruptas e o mar sempre presente. Vales, picos e falésias cobertos por uma floresta virgem. Ar puro, águas límpidas e o chilrear dos pássaros. um autentico paraíso. Ladeando a estrada mil flores, hortênsias e agaphântos. Outros pontos de interesse são a igreja e uma pequena capela junto ao mar e a Fábrica do Ouro e as grutas naturais. Festas animadas, restaurantes e alojamento. Quem lhe resiste. A vinha tem aqui também uma importância excepcional. Os novos vinhedos de castas tradicionais para o vinho Madeira conquistam cada vez mais os poios, tornando este concelho no segundo produtor da ilha, logo a seguir a Câmara de Lobos. S. Vicente domina a produção de verdelho. Ao sítio dos Cardais está presente um campo experimental de casta verdelho, especialmente para vinho de mesa.
A seguir temos Ponta Delgada, uma ponta de terra que se estende pelo mar, também conhecida por "corte do norte" e assim celebrizada pelo romance de Agustina Bessa Luís. Uma igreja interessante e que serve de palco a uma das mais destacadas devoções dos madeirenses, e uma piscina que se enche com a maré cheia. Agricultores dedicam - se de corpo e alma à terra tirando o máximo proveito de tudo aquilo que produzem, por exemplo a vinha. Festas e romarias como o Bom Jesus da Ponta Delgada fazem a alegria da terra.
São Jorge e o Arco de São Jorge, constituem um lugar único. A paisagem verde salpicada de "palheiros" cobertos de colmo, convida ao descanso. Estamos perante terra de agricultores que produzem o delicioso néctar de Baco - o vinho - e vivem daquilo que a terra lhes dá. Aqui especial atenção para a malvasia das freguesias do Arco e de S. Jorge, as áreas mais importantes da sua cultura na ilha. Ao longo da estrada, as gentes locais vendem produtos frescos da terra e também lembranças. Motivos de interesse são ainda as igrejas e capelas. Poderá ficar alojado nas Cabanas e conviver de perto com suas as gentes. Ao sítio da Lagoa encontra-se outro campo experimental de castas para vinho de mesa.
Chegados a Santana nova revelação da natureza, os lugarejos recônditos que mais parecem pequenos oásis, picos e montanhas tomados por nuvens que servem de auréola. Especial atenção deve ser dada às casas típicas e às flores que abundam por todo o lado. Muitos campos estão cultivados de milho. O turismo as segura a sua tradição secular de serviços e tem aqui a presença forte de um dado emblemático , isto é , as casas de palha, reminiscencias das casas de habitação dos primevos povoadores da ilha.
No Faial entramos de novo numa região de vales e montanhas. As casas tradicionais e "palheiros" coabitam nas encostas sobranceiras à ribeira. Aqui pratica-se intensivamente a agricultura, dominada pelo vinho e as arvores de fruto como a anoneira. Possui um património interessante como a igreja matriz e capelas.
Uma imponente rocha, A Penha D'Aguia separa o Faial do Porto da Cruz. Grandes plantações de vinha preenchem as encostas. É a freguesia da ilha que mais solares possui. Igrejas e capelas, marcos da fé de um povo. Aqui são visíveis testemunhos da produção da cana-de-açúcar. Ao alto, o miradouro da Portela donde se desfruta de uma excelente panorâmica. A alegrar a vila, temos actividades culturais como as festas e as Procissões.
A costa Este abre-se-nos com a cidade de Machico, linda baía onde os descobridores desembarcaram pela primeira vez. Património monumental de grande valor, como a igreja paroquial do século XV com rico e diversificado espolio de pratas e pinturas inúmeras capelas, fontenários, quintas e solares. Festas religiosas de significado profundo atraem gentes de toda a ilha. Miradouros, praia de areia escura, excelente para a pratica de desportos náuticos e actividades culturais.
Santa Cruz, cidade à beira mar, alberga o aeroporto do Funchal. Locais de interesse: a igreja matriz na vila do século XVI, capelas e a Casa da Cultura Para a pratica de golfe existe o campo do Santo da Serra dominando por uma lagoa natural.
A freguesia da Camacha, tão célebre pelo folclore como pelos artefactos de vime, não pode ser esquecida no nosso roteiro. Um desvio à descoberta deste recanto é bem compensado pela possibilidade de presenciara obra de vimes.
Finalmente não é dispensável a visita ao Porto Santo, a primeira terra descoberta pelos portugueses no Atlântico e a primeira morada de Colombo no oceano. Aqui para além da igreja paroquial merece a nossa atenção a Casa Museu Colombo, onde segundo a tradição terá vivido Colombo Temos ainda as terras de vinha rasteira e o campo experimental para castas de uva de mesa.
INSTITUTO DO VINHO DA MADEIRA
ARTUR DE BARROS E SOUSA LDA
H.M.BORGES SUCRS LDA
MADEIRA WINE COMPANY SA
PEREIRA DOLIVEIRA(VINHOS), LDA
VINHOS BARBEITO(MADEIRA)LDA
Biblioteca Barbeito de Vasconcelos
HENRIQUES & HENRIQUES VINHOS. SA
SILVA VINHOS LDA
VINHOS JUSTINO HENRIQUES. FILHOS, LDA