Organização Administrativa
1.1- Compromissos
primeiro regimento privativo que se conhece da Santa Casa da Misericórdia do Funchal é o compromisso de 22 de Março de 1631, aprovado por Carta Régia de Filipe III de 7 de Outubro de 1632. Vigorou provavelmente até 10 de Agosto de 1816. Nesta data a mesa gerente aprovou um regimento elaborado pelo então bispo da Diocese D. Frei Joaquim de Meneses e Ataíde que desempenhava o cargo de Provedor da Misericórdia. Até essa data presume-se que a Misericórdia se tenha regido, tal como as suas congéneres nacionais, pelo Compromisso geral das Misericórdias.
O Compromisso de 1631 é um documento extenso, contendo XXVIII capítulos e regulamenta em pormenor toda a actividade da irmandade.
No capítulo I, em 18 artigos estabeleceram-se as condições para a admissão dos irmãos, bem como a definição do número de confrades, e as regras e normas a que ficavam sujeitos os irmãos.
O capítulo II contém as obrigações dos irmãos que consistiam em:
As causas porque hão-de ser despedidos os irmãos encontram-se definidas em 10 pontos no capítulo III. Regulamenta as eleições dos corpos gerentes, as tomadas de posse, procissões, arrematações, assim como todas as cerimónias públicas. Regulamenta, ainda, as funções exercidas por cada irmão nos cargos desempenhados, as obrigações, bem como os direitos e castigos, tanto para os irmãos como todos aqueles que serviam a Casa por salário.
Mas o compromisso abarcava ainda uma série de normas que iam desde o modo como se deveria aceitar a execução dos testamentos, assim como sobre os contratos das propriedades, até à forma como se deveriam fazer as amizades.
Ao longo do século XVIII a Santa Casa alargou o âmbito da sua acção a vários sectores carênciados da sociedade funchalense, em 1725 o Asilo das Órfãs, a Roda dos Enjeitados.
Os rendimentos nem sempre cobriam as despesas que aumentavam dia a dia com os enfermos, os pobres que batiam à porta da Santa Casa levando muitas vezes a situações financeiras que só a boa vontade de alguns provedores poderiam resolver.
O regime de voluntariado em que trabalhavam os irmãos criava também sérias dificuldades de carácter burocrático e administrativo.
Por finais do século XVIII urgia reformular alguns aspectos administrativos para um melhor funcionamento da instituição. A Mesa de 1772/73 presidida pelo Provedor Francisco Xavier de Britto Bittencourt procedeu a uma reforma sem alterar o Compromisso e com seguintes objectivos: evitar gastos supérfluos para equilibrar as receitas despesas e não se desviar dos antigos costumes das obras de misericórdia.
A fim de evitar gastos supérfluos e o aparato exagerado das cerimónias, a Mesa proibiu a distribuição de esmolas aos pobres da cidade no dia da tomada de posse do provedor, aconselhando o exercício da caridade junto dos pobres que a Santa Casa mantinha. O escrivão da Casa passaria também a despachar ao sábado de manhã para não deixar assuntos pendentes. Faria também no fim de cada mês cobrar os juros dos devedores para evitar prejuízos que seriam, no fim do ano, objecto de demandas com gastos desnecessários para a Santa Casa e, quebra de receitas alcançadas pelos provedores, no fim de cada ano económico.
Em relação aos tesoureiros também se recomendava a sua presença aos Sábados de manhã para entregarem os dinheiros aos mordomos e que, de todas as quantias entregues ficasse o registo e a assinatura de quem as recebera. Obrigavam no fim do mês os tesoureiros a entregarem um mapa de cobrança com os devedores devidamente assinalados de modo a proceder-se a uma eficaz e rápida cobrança.
A reforma que requereu maior atenção por parte da Mesa foi aquela que se referia ao Hospital devido às grandes despesas diárias que ali se faziam. Regulamentou-se a dieta alimentar, o regime de visitas externas e a admissão de doentes. E, porque o Hospital era para doentes pobres estipulou-se os quantitativos que aqueles que não eram pobres deveriam pagar.
Também foram proibidos gastos excessivos concretamente a Consoada de Natal aonde os mordomos gastavam grandes somas, ficando a partir desta data a cargo dos próprios mordomos que as pagariam do seu bolso.
A reforma abrangia também recomendações de zelo ao letrado da Casa.
Quanto aos incuráveis só seriam admitidos aqueles que fossem reconhecidos pelo médico e pelo mordomo do hospital, como tal, desde que fossem desamparados e, aqueles que não pudessem, de todo em todo, pedir esmola. Uma vez admitidos fariam testamento de seus haveres à Santa Casa e tudo isto para não causarem grandes problemas financeiros à Misericórdia
1.2 - A Irmandade
Confraria da Misericórdia do Funchal criada em 27 de Julho de 1508 por alvará régio de D. Manuel I compunha-se de duzentos elementos, sendo cem de primeira condição, isto é, nobres, oficiais generais, prelados e, cem de segunda condição, ou seja, os oficiais mecânicos.
As informações recolhidas na diversa documentação por nós consultada, especificamente o Compromisso de 1631, permitiram-nos esboçar, em traços gerais, a estrutura interna da Confraria, bem como os seus orgãos de gestão e administração. A entrada na Confraria era limitada, não só pelo reduzido número de irmãos, duzentos como já referímos, mas pelos requisitos exigidos a cada um dos candidatos.
Só eram admitidos irmãos residentes na cidade do Funchal ou no seu perímetro para poderem comparecer com a maior celeridade na Casa sempre que o desempenho de qualquer cargo, ou função, exigisse a sua presença. O perfil psicológico do candidato a irmão abrangia uma série de valores difíceis de reunir numa só pessoa: boa consciência e fama, temor a Deus, modéstia, caridade e humildade para servir a Deus e aos pobres.
Além destes requisitos eram exigidas uma série de condições: limpeza de sangue, sem raça alguma de judeu ou mouro, não sómente em sua pessoa mas também em sua mulher, tal como se praticava na Misericórdia de Lisboa. Bom Comportamento moral e civil, não era admitido na irmandade um cidadão que tivesse sido condenado pela justiça ou, que sobre ele pendesse qualquer crime grave. Deveria ter idade superior a vinte e cinco anos a não ser que fosse casado. Não poderia servir a Casa por salário. Os trabalhadores da Santa Casa não podiam pertencer à Confraria. Quanto aos irmãos de segunda condição que tivessem tenda sendo oficiais e, se fossem de ofício teriam de ser mestre de obras e, já isento de trabalhar por suas mãos, sendo de ofício que não costumava ter. Deveria ser pessoa de bom entendimento e saber, abastado de fazenda, de modo a poder acudir ao serviço da irmandade sem levantar qualquer suspeita.
O preenchimento de uma vaga na Confraria era objecto de um processo moroso e seguia os trâmites estipulados pelo Compromisso. O concurso era público e as normas eram afixadas em editais na porta da capela da Santa Casa.Os interessados apresentavam a sua candidatura através de petição enderessada à Mesa. A selecção dos candidatos constituía um processo lento, porque era objecto de estudo por parte de várias entidades. O Provedor e restantes elementos da Mesa faziam uma primeira selecção eliminando todos aqueles que, à partida, não reuniam os requisitos necessários para pertencer à irmandade. Os restantes pedidos eram estudados pelo Provedor e pelos informadores que indagavam, de forma discreta, junto de pessoas afectas aos candidatos. Com os informes recolhidos o Provedor eliminava os nomes que não convinham á Irmandade e só apresentava à Mesa os nomes daqueles cuja informação oferecesse garantias de corresponder ao perfile exigido pela irmandade.
Depois de os informadores apresentarem cada um dos elementos candidatos à Confraria, cada irmão da Mesa escolhia aquele que, em seu parecer, deveria ser eleito. Os nomes propostos eram depois votados por toda a Mesa, por voto secreto. Os nomes aprovados pelo Provedor e pela Mesa e que, por falta de vaga não fossem contemplados eram guardados e entravam nas votações seguintes. Os restantes eram inutilizados.
O irmão eleito era convocado para a primeira sessão ordinária da Mesa. Tomava posse jurando sobre os Santos Evangelhos servir a irmandade segundo o Compromisso.
A irmandade reunia-se algumas vezes durante o ano. No dia 2 de Julho para integrar a procissão em honra de Santa Isabel e para eleger os novos corpos gerentes, reuniam-se ainda os confrades noutras cerimónias de carácter religioso como o Dia de Todos os Santos e, ainda, no dia de S. Martinho para sufragar os irmãos defuntos. Na Quinta-feira Santa toda a irmandade se incorporava na procissão de Endoenças. A presença dos irmãos em todas estas solenidades era obrigatória, assim como a comparência na Santa Casa desde que solicitada pelo Provedor ou pela irmandade, para o cumprimento de obrigações.
A Confraria era muito rigorosa quanto ao cumprimento dos deveres morais e obrigações dos irmãos. A desobediência ou a quebra das normas impostas pelo Compromisso eram alvo de sanções aplicadas pela administração que poderiam ir até ao despedimento para sempre. Dámos conta, ao longo do nosso trabalho, de algumas situações em que, ou por transgredir ou por não cumprir as obrigações, os irmãos foram castigados.
Era passível de sanção, até de despedimento o facto de um irmão causar conflitos internos devido ao seu "mau feitio". Também todo aquele que vivesse escandalosamente ou que, dalguma forma, o seu comportamento fosse considerado um mau exemplo e, por isso, alvo de críticas da sociedade seria afastado da irmandade.
Os irmãos deveriam medir muito bem as suas palavras porque em actos da irmandade qualquer palavra afrontosa ou indecorosa dirigida a outrém poderia ser motivo de despedimento.
A desobediência ao Provedor e à Mesa, ou a regeição de qualquer cargo ou função designada pela irmandade era também motivo de suspensão temporária ou definitiva, em caso de reeincidência. Eram afastados da irmandade aqueles que praticassem algum crime infame e colocassem em descrédito o bom nome da instituição.
A divulgação das decisões da Mesa e da Junta ou das intervenções feitas pelos irmãos, nessas assembleias, constituíam também motivo para despedimento.
A eleição dos orgãos administrativos era um acto solene que deveria decorrer com a maior dignidade, por isso, eram afastados os irmãos que agissem com parcialidade ou negociassem os votos dos irmãos para si ou para outrém. Aos irmãos da Mesa era vedada a compra, ou aforamento, ou arrendamento dos bens que a Santa Casa levava à arrematação.
A falta de zelo pelas obrigações da Confraria, pela desconsideração para com aqueles que confiavam nos serviços sociais e religiosos prestados pela Misericórdia, bem como os gastos excessivos eram motivo de afastamento dos irmãos.
Finalmente, o despedimento abrangia os irmãos que dessem mau exemplo ou mostras de amizades escandalosas com alguma pessoa do serviço da Casa, ou a outras que, de alguma maneira, estivessem ligadas à instituição.
Para evitar prepotências e injustiças por parte da administração da Santa Casa, o Compromisso determinava que em casos de menor gravidade, como por exemplo a desobediência ocasional, o "mau feitio"ou a vivência menos exemplar, o irmão seria admoestado três vezes pelo Provedor. Em caso de reincidência era, então, punido com o despedimento para sempre da irmandade.
O Compromisso garantia aos irmãos o direito à defesa. O pedido de desculpas ou a justificação de atitudes menos correctas eram apresentadas à Mesa que era soberana de aceitá-las ou não. Apesar de o Provedor e a Mesa terem grande autoridade, a decisão final de despedir um irmão era ratificada pela Junta, por votação secreta. O resultado dessa votação não podia ser alterado.
Esta Confraria não se limitou a combater um ou outro aspecto da miséria, mas procurou através da sua acção valer aos pobres, aos doentes, aos velhos,aos orfãos e abandonados e, de um modo geral, a todos os necessitados. A acção da Confraria não se limitava simplesmente ao Hospital e Asilo mas, os irmãos procuravam praticar a caridade visitando os pobres nas suas casas, levando-lhes o auxílio necessário, quer em géneros quer em dinheiro.
Para a concretização do seu vastíssimo programa a Misericórdia contava com o esforço, o zelo e a boa vontade dos seus confrades, bem como de um rico património acumulado desde a sua fundação. A gestão do património e a orientação da irmandade era confiada anualmente a um grupo restrito de treze confrades que compunham a Mesa: o Provedor e doze irmãos, seis de primeira e seis de segunda condição.
A eleição do Provedor e dos Conselheiros que em cada ano serviam a Misericórdia e administravam o dinheiro e os bens dos pobres era feita no dia 2 de Julho, dia de Santa Isabel, na sede da Santa Casa, por todos os irmãos incluindo o Provedor e os Conselheiros que cessavam o seu mandato. Através dos livros de Termos podemos constatar que a atribuição dos cargos era feita após a tomada de posse da Mesa. O Provedor distribuía os diferentes pelouros: escrivão, tesoureiro, mordomo do hospital, mordomos dos presos e informador, consoante as qualidades de cada um dos conselheiros.
Cada cargo era desempenhado simultâneamente por um irmão de primeira e o seu parceiro de segunda condição, à excepção do mordomo da bolsa e do mordomo da capela que eram nomeados mensalmente, como referiremos ao longo deste trabalho.
A direcção da Misericórdia reunia duas vezes por semana, às quartas-feiras e ao domingo, na sala do despacho para tomar resoluções, analisar as petições apresentadas, dar seguimento às questões que diariamente se colocavam a uma instituição que tinha a seu cargo o Hospital, várias Capelas, o Recolhimento e, ainda, para solucionar os vários assuntos que surgiam no dia a dia. A distribuição do serviço semanal era feita ao domingo, bem como os levantamentos em dinheiro feitos pelos mordomos para as despesas correntes da Santa Casa.
A Mesa era presidida pelo Provedor ou na sua ausência pelo escrivão, ou ainda na ausência deste pelo tesoureiro. A esta assembleia competia dar despacho às petições, aprovar as despesas em dinheiro, admitir ou despedir o pessoal, aumentar os salários, enfim toda a administração da Santa Casa.
Aos domingos eram feitos os pagamentos, a entrega de esmolas pelos tesoureiros, na presença do Provedor e do escrivão. De todo o dinheiro entrado era lavrado um auto, bem como de todo o dinheiro entregue aos mordomos de cada departamento.
Dois dos conselheiros designados mordomos do Hospital, sendo um oficial mecânico e outro de melhor condição, eram encarregados de visitar o Hospital e as casas onde houvesse doentes, pobres e a todos os que fossem necessitados distribuiam, semanalmente, pão e dinheiro. Para "avaliar" das necessidades de cada um os Mordomos informavam-se previamente e elaboravam um rol onde constava o nome e a morada de cada um desses pobres.
1.3 - Composição da Mesa
1.3.1 - O Provedor
Provedor, escolhido entre os irmãos nobres, devia ser exemplar em tudo, pois, segundo o Compromisso "será sempre um homem fidalgo, de autoridade, prudência, virtude, reputação e edade, de maneira que os outros irmãos o possam reconhecer por cabeça e obedecam com mais facilidade e ainda que por todas as partes o mereça não poderá ser elleito de menos edade que de quarenta annos (...) e pessoa desocupada para que se possa empregar nas ocupações de seu cargo com frequência e cuidado necessário"
Na verdade, as funções de Provedor exigiam uma grande disponibilidade por parte de quem as exercia. Em primeiro lugar disponibilidade financeira e, sobretudo, de muito tempo para se dedicar à administração da Casa e, aos actos públicos que um leque tão alargado de obras sociais, exigia.
Competia ao Provedor dirigir a Irmandade, repartir os cargos ordinários pelos conselheiros, no dia seguinte à eleição. O Provedor procurava prover nos cargos os irmãos que revelassem qualidades para o desempenho, como já foi referido. Presidia a todas as Juntas e Mesas, dava ordem de acompanhamento dos defuntos que a Irmandade tinha obrigação de sepultar. Dava despacho com o escrivão e, para tal, deveria comparecer na Casa todas as vezes que pudesse.
Fazia parte das atribuições do Provedor resolver os casos difíceis como por exemplo despedir qualquer servidor da Santa Casa incluindo os capelães, desde que, em sua presença cometessem algum erro notável e escandaloso. De toda a sua actividade, o Provedor dava conhecimento à Mesa que, como já foi dito, reunia ordinariamente às quartas-feiras. Comparecia na Santa Casa também ao domingo quando era feita a distribuição do serviço semanal. Assistia à entrega das esmolas e ao levantamento de dinheiro que faziam os mordomos para as despesas semanais de cada secção.
Com os dados que recolhemos durante a nossa investigação, elaborámos o quadro número 1 que contém o nome das individualidades que, ao longo do século XVIII, com maior ou menor empenho, exerceram as funções de Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Funchal.
Quadro nº 1 Provedores da Santa Casa da Misericórdia do Funchal - século XVIII
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Ano |
Provedor |
Fonte |
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1700 |
Pedro Lopes de Vasconce-los |
ARM, L745 |
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1701 |
Pe. Agostinho de Ornellas e Vasconcelos |
ARM, L745 e 558 |
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1702 |
João da Costa Ataíde Azeve-do Coutinho |
ARM, L745e 559 |
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1703 |
Jacinto Acioli de Vasconcelos |
ARM, L745e 560 |
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1704 |
D. José de sousa de Castelo-branco, bispo do Funchal |
ARM, L561 |
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1705 |
Duarte Sodré Pereira , go-vernador e Capitão general da Madeira |
ARM, L562 |
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1706 |
Henrique Henriques de Noronha |
ARM, L563 |
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1707 |
Tenente general Cristovão Dornelas Abreu |
ARM, L564 |
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1708 |
Zenóbio Acioli de Vasconcelos |
ARM, L746 |
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1709 |
D. Joseph de Sousa de Castello Branco - Bispo do Funchal |
ARM, L565 |
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1710 |
Tenente de Mestre de Campo General Ignácio Bittencourt Vasconcelos |
ARM, L566 |
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1711 |
Capitão Francisco Esmeraldo Henriques |
ARM, L746 |
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1712 |
Rev. Arcediago António Correa Bettencurt |
ARM, L746 |
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1713 |
D. Pedro Alvares da Cunha, governador e capitão general da Madeira |
ARM, L746 |
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1714 |
Agostinho de Ornelas e Vasconcelos |
ARM, L746 |
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1715 |
João Bettencurt Vieira |
ARM, L746 |
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1716 |
General João Saldanha da Câmara - governador do Funchal |
ARM, L569 |
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1717 |
D. Bernardo Bettencurt de Sá Machado |
ARM, L570 |
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1719 |
Pedro Afonso de Aguiar |
ARM, L572 |
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1720 |
Hiacinto Freitas da Silva |
ARM, L746 |
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1721 |
Cristovão Esmeraldo de Atouguia e Câmara |
ARM, L746 |
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1722 |
Francisco Luis de Vasconcelos Bittencourt de Sá Machado |
ARM, L746 |
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1723 |
Francisco Luis de Vasconcelos Bittencourt de Sá Machado |
ARM, L746 |
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1724 |
Jorge Correa Bittencurt |
ARM, L746 |
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1725 |
Francisco da Costa Freire Governador da Madeira |
ARM, L746 |
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1726 |
Francisco da Costa Freire Governador da Madeira |
ARM, L746 |
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1727 |
António Correa Bettencourt Henriques |
ARM, L746 |
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1728 |
João Esmeraldo de Atouguia e Câmara |
ARM, L746 |
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1729 |
Pedro Júlio da Câmara Leme |
ARM, L746 |
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1730 |
Tristam de França Bittencurt |
ARM, L746 |
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1731 |
António Correa Henriques Lomelino |
ARM, L746 |
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1732 |
António Correa Henriques Lomelino |
ARM, L746 |
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1733 |
Hiacinto Aucciaolly de Vasconcelos |
ARM, L746 |
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1734 |
Jorge Correa de Vasconcelos |
ARM, L746 |
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1735 |
Capitão General Joam de Abreu Castello Branco, Governador da Madeira |
ARM, L746 |
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Ano |
Provedor |
Fonte |
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1736 |
Jorge Vieira de Andrade |
ARM, L746 |
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1737 |
Pedro Bittencurt Henriques |
ARM, L746 |
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1738 |
António de Brito de Oliveira |
ARM, L34 e 587 |
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1739 |
Diogo de Ornellas Vasconcellos Frazam |
ARM, L34 |
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1740 |
Padre Gaspar de Valdevesso Gondim |
ARM, L34 |
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1741 |
Manuel Carvalho e Valdavesso |
ARM, L34 |
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1742 |
Tristão de França Bittencurt |
ARM, L591 e 34 |
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1743 |
Tristão de França Bittencurt |
ARM, L34 e592 |
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1744 |
Luis António Esmeraldo Telles de Menezes |
ARM, L34 e 592 |
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1745 |
Francisco Aurélio da Câmara Leme |
ARM, L34 e 593 |
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1746 |
Pedro Nicolao Bittencourt de Freitas |
ARM, L34 e 594 |
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1747 |
Nuno de Freitas da Silva |
ARM, L34 |
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1748 |
Pedro Henriques da Câmara Leme |
ARM, L34 e 596 |
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1749 |
Miguel da Câmara Leme |
ARM, L34 |
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1750 |
António João Bittencourt Henriques |
ARM, L34 |
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1751 |
Diogo Luis Bettencourt Afonso Esmeraldo |
ARM, L34 |
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1752 |
Dr.João Afonso Henriques |
ARM, L 34 e 600 |
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1753 |
Dr.João Afonso Henriques |
ARM, L34 e 602 |
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1754 |
Manoel de Saldanha Albuquerque governador da Madeira |
ARM, L34 |
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1755 |
Jorge Correa Bettencourt Berenguer Atouguia Netto |
ARM, L34 e 605 |
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1756 |
Rev. Tesoureiro Mor João de Freitas Albuquerque |
ARM, L34 e 606 |
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1757 |
Brás de Freitas da Silva |
ARM, L34 |
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1758 |
Dom Gaspar Afonso da Costa Brandão, bispo do Funchal |
ARM, L34 e 608 |
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1759 |
Rev. Tesoureiro Mor Francisco Candido Correia |
ARM, L34 e 610 |
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1760 |
Capitão General José Correia de Sá, governador da Madeira |
ARM, L34 e 610 |
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1761 |
Henrique Feliz de Freitas |
ARM, L34 e 613 |
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1762 |
Mendo de Brito de Oliveira Bittencurt |
ARM, L34 |
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1763 |
Dr Francisco Bettencourt Heredia |
ARM, L34 |
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1764 |
Dr Francisco Bettencourt Heredia |
ARM, L34 |
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1765 |
Dr Francisco Bettencourt Heredia |
ARM, L34 |
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1766 |
Dr João Henriques e Castro |
ARM, L34 |
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1767 |
Joao de Carvalhal Esmeraldo Atouguia e Camara |
ARM, L34 e 618 |
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1768 |
Capitão Tristão Joaquim Neto Atouguia |
ARM, L34 e 619 |
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1769 |
Sargento mor Ayres Telles de Menezes Alencastre |
ARM, L34 e 620 |
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Ano |
Provedor |
Fonte |
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1770 |
Francisco de Ornellas Frazão |
ARM, L34 |
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1771 |
Capitao Diogo de Ornellas Frazão Figueiroa |
ARM, L34 e 621 |
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1772 |
Francisco Xavier de Brito Bittencurt |
ARM, L34 e 623 |
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1773 |
Reverendo Francisco Xavier de Brito Bittencurt |
ARM, L34 e 624 |
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1774 |
Dom Gaspar Afonso da Costa Brandão Bispo do Funchal |
ARM, L34 e 625 |
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1775 |
Dom Gaspar Afonso da Costa Brandão Bispo do Funchal |
ARM, L626 |
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1776 |
Dom Gaspar Afonso da Costa Brandão Bispo do Funchal |
ARM, L627 |
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1777 |
Dom Gaspar Afonso da Costa Brandão Bispo do Funchal |
ARM, L628 |
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1778 |
Dom Gaspar Afonso da Costa Brandão Bispo do Funchal |
ARM, L630 |
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1779 |
Dom Gaspar Afonso da Costa Brandão Bispo do Funchal |
ARM, L631 |
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1780 |
Dom Gaspar Afonso da Costa Brandão Bispo do Funchal |
ARM, L632 |
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1781 |
Francisco António da Câmara Leme |
ARM, L633 |
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1782 |
João José Bettencurt de Freitas Menezes |
ARM, L634 |
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1783 |
Dom Diogo Pereira Forjás Coutinho governador da Madeira |
ARM, L635 |
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1784 |
Dom Diogo Pereira Forjás Coutinho governador da Madeira |
ARM, L636 |
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Ano |
Provedor |
Fonte |
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1785 |
Dom Diogo Pereira Forjás Coutinho governador da Madeira |
ARM, L637 |
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1786 |
Dom Diogo Pereira Forjás Coutinho governador da Madeira |
ARM, L638 |
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1787 |
Dom Diogo Pereira Forjás Coutinho governador da Madeira |
ARM, L639 |
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1788 |
Dom Diogo Pereira Forjás Coutinho governador da Madeira |
ARM, L640 |
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1789 |
Dom Diogo Pereira Forjás Coutinho governador da Madeira |
ARM, L641 |
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1790 |
Dom Diogo Pereira Forjás Coutinho governador da Madeira |
ARM, L642 |
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1791 |
Dom Diogo Pereira Forjás Coutinho governador da Madeira |
ARM, L643 |
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1793 |
Dom Diogo Pereira Forjás Coutinho governador da Madeira |
ARM, L644 |
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1794 |
Dom Diogo Pereira Forjás Coutinho governador da Madeira |
ARM, L645 |
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1795 |
Dom Diogo Pereira Forjás Coutinho governador da Madeira |
ARM, L646 |
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1796 |
Dom Diogo Pereira Forjás Coutinho governador da Madeira |
ARM, L647 |
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1797 |
Dom Diogo Pereira Forjás Coutinho governador da Madeira |
ARM, L648 |
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1798 |
Dom Diogo Pereira Forjás Coutinho governador da Madeira |
ARM, L649 |
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1799 |
Luis Vicente Carvalhal Esmeraldo Vasconcelos Bettencurt Sá Machado |
ARM, L650 |
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1800 |
Dom Luis Rodrigues Vilares bispo do Funchal |
ARM, L650 |
Como podemos verificar a Misericórdia do Funchal teve a honra de contar entre os seus Provedores as figuras de maior prestígio da sociedade Funchalense da época. Efectivamente, empenharam-se com devotado zelo no engrandecimento e na concretização dos ideais da irmandade bispos, governadores, homens de letras e outras figuras de renome no Funchal de setecentos. Destacámos algumas personalidades que, pela sua acção contribuiram para impor a Misericórdia do Funchal como a instituição de maior inserção social na Madeira.
No início do século XVIII, no ano de 1706/7 a Confraria elegeu seu Provedor Henrique Henriques de Noronha, ilustre homem de letras do seu tempo que se dedicou aos estudos históricos e genealógicos da história madeirense. Foi membro efectivo da Academia de História e escreveu Nobiliário Genealógico de Famílias Madeirenses e Memórias Seculares e Eclesiásticas para a composição da História da Diocese do Funchal. Esta última obra, referida diversas vezes ao longo do nosso trabalho, forneceu-nos preciosas informações àcerca do edifício da Misericórdia e do funcionamento interno da instituição, bem como, da vida pública da Confraria e do "modus vivendi" da população funchalense.
É também digno de mensão especial Jorge Correia de Vasconcelos pelo desempenho de vários cargos na Mesa da Misericórdia. Durante o seu mandato como Provedor, foi criada a Roda dos Enjeitados obra de carácter humanitário e social, à qual nos referimos noutro local deste trabalho.
Ao governador Francisco da Costa Freire ficou a Misericórdia do Funchal a dever relevantes serviços. Eleito Provedor durante dois mandatos seguidos, este Provedor, a par de uma administração rigorosa, alargou o âmbito da acção social da Santa Casa com a fundação de um Recolhimento para Órfãs, filhas de irmãos em 6 de Janeiro de 1725. A estrutura organizativa e a base económica do Recolhimento foram, também, obra sua .
Em meados do século XVIII a Santa Casa foi administrada por individualidades que pela sua posição socio-política intervieram activamente na política nacional e regional. Referimo-nos concretamente aos governadores Manoel Saldanha da Gama Albuquerque, Jorge Correia de Sá e D. Diogo Pereira Forjas Coutinho e, ainda, ao bispo do Funchal D. Gaspar Afonso da Costa Brandão.
Nomeado governador do Funchal pelo rei D. Jose I, Manoel Saldanha da Gama e Albuquerque exerceu essas funções entre 1754 e 1757, ano em que se ausentou da Ilha para desempenhar altas funções políticas, de âmbito nacional. Feito Conde da Ega por D. José I, este fidalgo português, foi defensor e executor da política do futuro marquês de Pombal. Nomeado vice-rei da India procedeu à extinção da Companhia de Jesus e à expulsão dos padres que ali viviam.
Quanto a Jorge Correia de Sá outro homem da confiança do ministro de D. José I , chegou ao Funchal em Maio de 1759. A sua acção política mais relevante foi a prisão e sequestro dos Jesuitas, bem como do arrendamento dos seus bens. Desempenhou o cargo de governador até Outubro de 1767. Em toda a sua actuação contra os Jesuítas contou o governador com a colaboração do, então, bispo do Funchal D. Gaspar Afonso da Costa Brandão.
Personalidade controversa, o bispo D. Gaspar regeu os destinos da diocese do Funchal durante 26 anos, desde 1757 a 1784 e foi Provedor da Misericórdia do Funchal em sucessivos mandatos. Governador interino durante a ausência de D. Manuel Saldanha da Gama, tal como estipulava a lei vigilante, este prelado alcançou grande autoridade na Ilha uma vez que regia, em simultâneo, os destinos eclesiásticos e civis dos madeirenses.
Segundo o autor do Elucidário Madeirense a actuação do bispo durante os conflitos que conduziram à expulsão dos Jesuítas da Ilha, foi alvo de críticas por parte dos católicos da diocese e até da Cúria Romana. Na pastoral que publicou contra a Companhia utilizou uma linguagem dura e violenta que não agradou a muitos católicos.
Durante os vinte e seis anos em que orientou a diocese foi o bispo D. Gaspar muito zeloso no cumprimento da disciplina religiosa. Obstinado defensor do poder da Igreja, entrou em conflito com as autoridades civis chegando a ordenar a prisão do bacharel António Xavier Pimentel no aljube da cidade. Desse facto resultou um conflito grave com o governador da Madeira, João Gonçalves da Câmara Coutinho, que só terminou com a intervenção do governo da metrópole, a pedido do bispo. Como Provedor da Misericórdia a sua actuação pautou-se pelo rigor administrativo.
Finalmente queremos destacar o interesse e a dedicação à Santa Casa da Misericórdia do Funchal por parte do governador e capitão general da Ilha D. Diogo Pereira Forjás Coutinho. Tomou posse como governador da Madeira em 15 de Novembro de 1781. Cargo que exerceu até à sua morte em 26 de Março de 1798. As referências feitas pelos contemporâneos como governador do Funchal denotam uma grande admiração e simpatia. A avaliar pelas palavras que em seu louvor escreveram os administradores da Misericórdia salientando vários aspectos da sua governação concretamente a promoção do desenvolvimento agrícola da Madeira e Porto Santo, as facilidades comerciais tanto na importação como na exportação de produtos da Ilha. Realçam tambéma as medidas tomadas com vista à preservação da saúde pública.
Cabe-nos salientar a acção humanitária e social praticada como Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Funchal cargo que exerceu durante vários anos. A par de uma zelosa administração dos bens e rendimentos da instituição, durante a sua permanência à frente da Misericórdia fizeram-se diversos melhoramentos no edifício, nomeadamente uma nova entrada para as enfermarias e obras de beneficiação nas enfermarias e no Recolhimento das Órfãs.
Esta nossa referência pecou por defeito. Na verdade, todos os Provedores mereciam aqui uma referência especial, mas os limites impostos a um trabalho desta natureza levaram-nos a salientar apenas aqueles cuja acção foi posta em maior evidência nos documentos que consultámos.
1.3.2- O escrivão
escrivão da Mesa deveria ser, segundo o Compromisso, "homem nobre, de tal prudência e condição e maior de quarenta anos de idade" tinha a coadjuvá-lo um parceiro de segunda condição. Todas as manhãs deveria comparecer na Casa porque à sua responsabilidade estava o registo de tudo quanto se passava na instituição, desde as contas dos mordomos da capela a todos os gastos dos diferentes departamentos, ao encerramento dos livros feito anualmente no mês de Agosto. Competia-lhe também a actualização dos bens da Santa Casa, confrontação de propriedades, registo dos bens e dos nomes dos defuntos que tinham feito essas doações para os tesoureiros poderem conferir na altura da arrecadação dos foros e rendas. Inventariavam todos os livros, provisões, escrituras assinadas, obrigações, testamentos, enfim todos os documentos referentes aos títulos de propriedade e aos bens pertencentes à Misericórdia. O inventário era entregue ao novo escrivão até oito dias após a tomada de posse, pelo escrivão cessante.
Quadro nº 2 Escrivães da Santa Casa da Misericórdia do Funchal - século XVIII
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Escrivão |
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Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
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1700 |
Pe. Diogo Pereira de Menezes |
Vicente Ferreira Soares |
ARM, L745 |
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1701 |
Diogo de Dromond e Vasconcelos |
Vicente Ferreira Soares |
ARM, L745 e 558 |
|
1702 |
Francisco de Vasconcelos Betencourt |
Vicente Ferreira Soares |
ARM, L745e 559 |
|
1703 |
Cónego Pedro Correia Barbosa |
Francisco Fraz Pimenta |
ARM, L745e 560 |
|
1704 |
Henrique Henriques de Noronha |
António Vieira de Fonseca |
ARM, L561 |
|
1705 |
Francisco Luis de Vasconcelos |
Vicente Pereira Soares |
ARM, L562 |
|
1706 |
Cónego Tomás Betencourt Henriques |
Ignácio da Silva Madeira |
ARM, L563 |
|
1707 |
António de Carvalhal Esme-raldo |
Ignácio da Silva Madeira |
ARM, L564 |
|
1708 |
Hyacinto Acioly de Vascon-celos |
João Roiz de Oliveira |
ARM, L746 |
|
1709 |
Mestre Escola Pedro Alvares Usel |
Henriques Teixeira |
ARM, L565 |
|
1710 |
Jorge Correia Bettencourt |
Diogo Rodrigues de Sousa |
ARM, L566 |
|
1711 |
Hiacinto de Freitas da Silva |
João Rodrigues da Silva |
ARM, L746 |
|
1712 |
Cónego Thómas Henriques de Noronha |
António Vieira da Fonseca |
ARM, L746 |
|
1713 |
António de Carvalhal Esmeraldo |
Francisco Ferreira Duarte |
ARM, L746 |
|
1714 |
António de Carvalhal Esmeraldo e Câmara |
Francisco Ferreira Duarte |
ARM, L746 |
|
1715 |
Jorge Correa Bettencurt |
António vieira da Fonseca |
ARM, L746 |
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Escrivão |
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Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
|
1716 |
Hiacinto Acciaolli de Vasconcelos |
João Rodrigues de Olival |
ARM, L569 |
|
1717 |
Pedro Afonso de Aguiar |
Manoel Rodrigues de Canha |
ARM, L570 |
|
1719 |
Diogo Bittancurt e Aguiar |
Manuel Rodrigues de Canha |
ARM, L572 |
|
1720 |
António Carvalhal Esmeraldo |
João Lobo de Matos |
ARM, L746 |
|
1721 |
D. Noytel de Castro |
Manoel Rodrigues de Canha |
ARM, L746 |
|
1722 |
Jorge Correa de Vasconcelos |
Manoel Rodrigues de Canha |
ARM, L746 |
|
1723 |
Jorge Correa de Vasconcelos |
Manoel Rodrigues de Canha |
ARM, L746 |
|
1724 |
Pedro de Bittencurt Atouguia |
António vieira da Fonseca |
ARM, L746 |
|
1725 |
Francisco Luis de Vasconcelos Bittencourt |
Manoel Rodrigues de Canha |
ARM, L746 |
|
|
Escrivão |
|||||||
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Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
|||||
|
1726 |
Francisco Luis de Vasconcelos Bittencourt |
Manoel Rodrigues de Canha |
ARM, L746 |
|||||
|
1727 |
Jorge Correa de Vasconcelos |
António Dionizio de Oliveira |
ARM, L746 |
|||||
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1728 |
António Correa Bettencourt Henriques |
Manoel Rodrigues de Canha |
ARM, L746 |
|||||
|
1729 |
Ayres de Ornellas e Vasconcelos |
Manoel Rodrigues de Canha |
ARM, L746 |
|||||
|
1730 |
António de Brito de Oliveira |
Domingos F. da Silva |
ARM, L746 |
|||||
|
1731 |
Pedro Afonso de Aguiar |
Manoel Rodrigues de Canha |
ARM, L746 |
|||||
|
1732 |
Hiacinto Aucciaolly de Vasconcelos |
Manoel Rodrigues de Canha |
ARM, L746 |
|||||
|
1733 |
Jorge Correa de Vasconcelos |
Manoel Rodrigues de Canha |
ARM, L746 |
|||||
|
1734 |
Joan de Freitas da Silva |
Manoel Rodrigues de Canha |
ARM, L746 |
|||||
|
1735 |
Jorge Correa de Vasconcelos |
António Freyre dos Santos |
ARM, L746 |
|||||
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1736 |
Francisco Luis de Vasconcelos Bittencurt |
Simão da Costa Souto Mayor |
ARM, L746 |
|||||
|
1737 |
António de Brito de Oliveira |
Domingos Fernandes Silva |
ARM, L746 |
|||||
|
1738 |
Rev. Padre Gaspar de Valdavesso |
Domingos Lopes Fernandes |
ARM, L34 e 587 |
|||||
|
1739 |
António de Brito do Livramento |
ARM, L34 |
||||||
|
1740 |
Manuel Carvalho e Valdavesso |
Domingos Lopes Fernandes |
ARM, L34 |
|||||
|
1741 |
Diogo de Ornellas Frazam |
Domingos Fernandes da Silva |
ARM, L34 |
|||||
|
1742 |
António Luis Esmeraldo Telles e Menezes |
Joseph Teixeira de Mello |
ARM, L591 e 34 |
|||||
|
1743 |
Diogo Luis Bettencourt |
Manoel de Abreu Lisboa |
ARM, L34 e592 |
|||||
|
1744 |
Ayres Telles de Menezes Allencastre |
Manoel Cabral de Sousa |
ARM, L34 e 592 |
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1745 |
Pedro Henriques da Câmara Leme |
Manoel Francisco de Ornellas |
ARM, L34 e 593 |
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1746 |
Hiacinto Acciolli Vasconcelos |
Pedro de Miranda |
ARM, L34 e 594 |
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1747 |
Hiacinto Acciolli Vasconcelos |
Miguel de Sousa de Castro |
ARM, L34 |
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|
1748 |
Pedro Bittencurt Henriques |
Manoel Alves de Castro |
ARM, L34 e 596 |
|||||
|
1749 |
Pedro Henriques da Câmara Leme |
Ignácio Nunes Pereira |
ARM, L34 |
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1750 |
Manoel Francisco de Ornellas |
ARM, L34 |
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1751 |
Francisco Aurélio da Câmara Leme |
Miguel de Sousa de Castro |
ARM, L34 |
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|
Escrivão |
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Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
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1752 |
António João Bittencourt Henriques |
Miguel de Sousa de Castro |
ARM, L 34 e 600 |
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1753 |
António João Bittencourt Henriques |
Manoel Francisco de Ornellas |
ARM, L34 e 602 |
|
1754 |
Dr.João Afonso Henriques |
Manoel Francisco de Ornellas |
ARM, L34 |
|
1755 |
João Bettencourt Henriques Cabral |
Silvestre de Sousa e Castro |
ARM, L34 e 605 |
|
1756 |
Nuno de Freitas da Silva |
Francisco Lopes Correia |
ARM, L34 e 606 |
|
1757 |
Mendo de Brito de Oliveira Bittencourt |
Francisco Lopes Correia |
ARM, L34 |
|
1758 |
Brás de Freitas da Silva |
Luis Moniz de Torres |
ARM, L34 e 608 |
|
1759 |
Capitão Cabo João Bittencourt Henriques Cabral |
Francisco Lopes Correia |
ARM, L34 e 610 |
|
1760 |
Hiacinto Auciolly de Vasconcelos |
Manoel Alves de Castro |
ARM, L34 e 610 |
|
1761 |
Nuno de Freitas da Silva |
Francisco Lopes |
ARM, L34 e 613 |
|
1762 |
João Bittencourt Henriques Cabral |
António da Luz Pereira |
ARM, L34 |
|
1763 |
Mendo de Brito de Oliveira Bittencurt |
Francisco Lopes Correia |
ARM, L34 |
|
1764 |
Mendo de Brito de Oliveira Bittencurt |
Domingos de Oliveira |
ARM, L34 |
|
1765 |
Gaspar Berenguer César |
António Correia de Sousa |
ARM, L34 |
|
1766 |
Ayres Telles Menezes Alencastre |
António Correia de Sousa |
ARM, L34 |
|
1767 |
Ayres Telles Menezes Alencastre |
António Correia de Sousa |
ARM, L34 e 618 |
|
1768 |
Sargento Ayres Telles Menezes Alencastre |
António Correia de Sousa |
ARM, L34 e 619 |
|
1769 |
Capitão Dom João Henriques de Castro |
António Correia de Sousa |
ARM, L34 e 620 |
|
1770 |
Capitão Dom João Henriques de Castro |
Manoel José da Fonseca |
ARM, L34 |
|
1771 |
Mendo de Brito de Oliveira Bettencourt |
Domingos de Oliveira ALves |
ARM, L34 e 621 |
|
1772 |
Capitao Diogo de Ornellas Frazão Figueiroa |
Domingos de Oliveira ALves |
ARM, L34 e 623 |
|
1773 |
Dom Francisco de Sá Bettancurt Catanho |
João Luis de Miranda |
ARM, L34 e 624 |
|
1774 |
Dom Francisco de Sá Bettancurt Catanho |
Domingos da Silva e Freitas Guimarães |
ARM, L34 e 625 |
|
1775 |
Dom Francisco de Sá Bettancurt Catanho |
Domingos da Silva e Freitas Guimarães |
ARM, L626
|
|
Escrivão |
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|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
||||||
|
1777 |
Dom Francisco de Sá Bettancurt Catanho |
Francisco Monteiro Mendes Guimarães |
ARM, L628 |
||||||
|
1778 |
Dom Francisco de Sá Bettancurt Catanho |
Francisco Monteiro Mendes Guimarães |
ARM, L630 |
||||||
|
1779 |
Dom Francisco de Sá Bettancurt Catanho |
Francisco Monteiro Mendes Guimarães |
ARM, L631 |
||||||
|
1780 |
Dom Francisco de Sá Bettancurt Catanho |
Manoel José da Fonseca |
ARM, L632 |
||||||
|
1781 |
João de Carvalhal Esmeraldo |
Manoel Luis Dias Viana |
ARM, L633 |
||||||
|
1782 |
Cónego Pedro Nicolau Accioly |
Manoel de Vares Pereira |
ARM, L634 |
||||||
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1783 |
João José Bettencourt de Freitas e Menezes |
Manoel de Vares Pereira |
ARM, L635 |
||||||
|
1784 |
João José Bettencourt de Freitas e Menezes |
Paullo Maria Passaláqua |
ARM, L636 |
||||||
|
1785 |
João José Bettencourt de Freitas e Menezes |
Catanho Fernandes Pimenta |
ARM, L637 |
||||||
|
1786 |
João José Bettencourt de Freitas e Menezes |
Miguel Francisco de Abreu |
ARM, L638 |
||||||
|
1787 |
João José Bettencourt de Freitas e Menezes |
Manoel José da Fonseca |
ARM, L639 |
||||||
|
|
Escrivão |
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|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
|
1788 |
João José Bettencourt de Freitas e Menezes |
Capitão José Rodrigues Pereira |
ARM, L640 |
|
1789 |
Francisco Correia Bettencourt |
Capitão José Rodrigues Pereira |
ARM, L641 |
|
1790 |
Francisco Correia Bettencourt |
Capitão José Rodrigues Pereira |
ARM, L642 |
|
1791 |
Francisco Correia Bettencourt |
Capitão José Rodrigues Pereira |
ARM, L643 |
|
1793 |
Francisco Correia Bettencourt |
Capitão José Rodrigues Pereira |
ARM, L644 |
|
1794 |
Francisco Correia Bettencourt |
Capitão José Rodrigues Pereira |
ARM, L645 |
|
1795 |
Francisco Correia Bettencourt |
Capitão José Rodrigues Pereira |
ARM, L646 |
|
1796 |
Francisco Correia Bettencourt |
Capitão José Rodrigues Pereira |
ARM, L647 |
|
1797 |
Francisco Correia Bettencourt |
Capitão José Rodrigues Pereira |
ARM, L648 |
|
1798 |
Francisco Correia Bettencourt |
Capitão José Rodrigues Pereira |
ARM, L649 |
|
1799 |
Luis Correia Accioly |
Tomás de Cantuária |
ARM, L650 |
|
1800 |
Francisco Correia Betencourt |
Capitão José Rodrigues Pereira |
ARM, L650 |
Como podemos ver no quadro nº 2 entre os escrivães de primeira condição salientam-se alguns clérigos, homens de letras e alguns irmãos que exerceram também as funções de Provedor. Referímos só como exemplo Henrique Henriques de Noronha seu irmão o Cónego Thomás Henriques de Noronha, o Dr. João Afonso Henriques e Jorge Correia de Vasconcelos. A perenidade do cargo é outro facto que se evidência na análise do quadro. O sargento Ayres Telles Menezes de Alencastre e D. Francisco de Sá Bettencourt são dois dos exemplos entre outros que exerceram estas funções durante muitos anos consecutivos ou alternados.
Quanto aos irmãos de segunda condição os cargos eram exercidos pelo mesmo parceiro do escrivão durante muitos anos como é notório. Notório é também o facto de o capitão José Rodrigues Pereira, que exerceu o cargo no final do século XVIII e, durante vários mandatos, pertencer à segunda condição apesar da sua patente militar. Como já foi referido, a inserção num ou noutro grupo fazia-se pela ascendência social. A Santa Casa mantinha nas suas estruturas uma hierarquização social mais rígida do que outras instituições na mesma época, é o caso do exército. A excepção só se abria para os clérigos.
1.3.3- O Tesoureiro
tesoureiro da Misericórdia deveria ser "pessoa nobre, honrada e abastada" segundo o Compromisso. Substituía o Provedor e o escrivão na ausência destes e todas as manhãs comparecia na Santa Casa. As suas funções principais, imprescindíveis ao funcionamento e gestão da instituição, eram bastante amplas. Arrecadava as esmolas e os rendimentos, que registava em livro próprio assinado pelo seu punho, apresentado mensalmente à Mesa. Estava presente em todas as vendas efectuadas pela Misericórdia. Entregava o dinheiro aos mordomos para as despesas semanais da Casa, aos domingos na presença do Provedor e do escrivão. Recebia as esmolas e as rendas que os devedores e os benfeitores pagavam à Santa Casa.
Todo o dinheiro recebido era depositado numa arca e só aberta na presença do Provedor, do escrivão e dele próprio. Essa arca designava-se por "Arca das três chaves" porque só podia ser aberta simultâneamente pelas chaves na posse de cada um destes três elementos. A partir de 18 de Julho de 1736 passou a ser obrigatória a existência de uma arca de três chaves no escritório da Santa Casa para arrecadar o dinheiro das rendas pagas porque se verificava grande desleixo. Essa arca só era aberta às quartas feiras e aos domingos, quando se faziam os pagamentos.
Também para os tesoureiros da santa Casa elaboramos o quadro nº3 que se segue incluindo todos os tesoureiros de primeira e segunda condição.
Quadro nº 3 Tesoureiros da Santa Casa da Misericórdia do Funchal -século XVIII
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Tesoureiro |
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|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
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|
1700 |
Álvaro de Ornellas e Vasconcelos |
Sebastião de abreu |
ARM, L745 |
||
|
1701 |
Brás de Ornellas Dromundo |
João Lobo de Matos |
ARM, L745 e 558 |
||
|
1702 |
Agostinho Hermete de Sá |
Manoel Vieira de Afonseca |
ARM, L745e 559 |
||
|
1703 |
Diogo Bettecourt e Aguiar |
João Lobo de Matos |
ARM, L745e 560 |
||
|
1704 |
Jorge Correia de Vasconcelos |
João Ferreira de Noronha |
ARM, L561 |
||
|
1705 |
D. Bernardo de Betancurt e Sá |
Manoel de Faria e Almeida |
ARM, L562 |
||
|
Tesoureiro |
|||||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
||
|
1706 |
Capitão António Correa Lomelino |
António Vieira de Afonseca |
ARM, L563 |
||
|
1707 |
Capitão antónio da Camara Leme |
Bartholomeu de Matos |
ARM, L564 |
||
|
1708 |
João de Freitas da Silva Bitencourt |
João Ferreira e Noronha |
ARM, L746 |
||
|
1709 |
Jorge Correia Bettancurt |
António Vieira de Afonseca |
ARM, L565 |
||
|
1710 |
João de Bettencourt Vieira |
Simão de Nóbrega |
ARM, L566 |
||
|
1711 |
Capitão António Correa Lumelino |
Francisco Gomes Ferreira |
ARM, L746 |
||
|
1712 |
Manuel Bettencourt Atouguia |
Simão de Nóbrega |
ARM, L746 |
||
|
|
Tesoureiro |
||||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
||
|
1713 |
Jorge Correa Bettencourt Vasconcelos |
Francisco Gomes Ferreira |
ARM, L746 |
||
|
1714 |
Manoel Carvalho Valdevesso |
Manoel de Canha |
ARM, L746 |
||
|
1715 |
Tristão de França Bettencurt |
Joseph Ferreira da silva |
ARM, L746 |
||
|
1716 |
António Correa Lomelino |
Francisco Gomes Ferreira |
ARM, L569 |
||
|
1717 |
Hiacinto Acciaolli de Sá |
Francisco Pereira da Silva |
ARM, L570 |
||
|
1719 |
Padre António de Freitas |
Domingos Fernandes Silva |
ARM, L572 |
||
|
1720 |
Rev. Cónego João de Freitas e Albuquerque |
Francisco de Sousa Jardim |
ARM, L746 |
||
|
1721 |
Francisco de Ornelas de Brito |
Joseph Ferreira da Silva |
ARM, L746 |
||
|
1722 |
Hiacinto Auciolli de Sá |
Francisco Pereira da Silva |
ARM, L746 |
||
|
1723 |
Hiacinto Auciolli de Sá |
Manoel de Pimentel |
ARM, L746 |
||
|
1724 |
Agostinho César Berenguer |
Manoel de Pimentel |
ARM, L746 |
||
|
1725 |
Hiacinto Auciolli de Vasconcelos |
Francisco Gomes Brazão |
ARM, L746 |
||
|
1726 |
Jorge Correa de Vasconcelos |
Domingos Ferreira da Silva |
ARM, L746 |
||
|
1727 |
Pedro de Bittencourt Henriques |
Mathias Ferreira Freitas |
ARM, L746 |
||
|
1728 |
João Bittencurt |
Pedro Rodrigues de Freitas |
ARM, L746 |
||
|
1729 |
Francisco Aurellio da Câmara Leme |
João Reodrigues de Sousa |
ARM, L746 |
||
|
1730 |
Luis António Esmeraldo Teles de Menezes |
António Freitas dos Santos |
ARM, L746 |
||
|
1731 |
Diogo Bittencurt de Sá |
António Rodrigues |
ARM, L746 |
||
|
1732 |
Nuno de Freitas da Silva |
António Rodrigues da Silva |
ARM, L746 |
||
|
1733 |
António Auchiaolly Bittencurt |
Pedro Gonçalves Correa |
ARM, L746 |
||
|
1734 |
Henrique Joam Correa Henriques |
Manoel Francisco de Ornellas |
ARM, L746 |
||
|
1735 |
Diogo Bittencurt de Sá |
Joam Rodrigues de Sousa |
ARM, L746 |
||
|
1736 |
Jorge Correa de Vasconcelos |
António de Ornellas |
ARM, L746 |
||
|
1737 |
Joam da Câmara Leme |
António Pereira de Andrade |
ARM, L746 |
||
|
|
Tesoureiro |
||||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
||
|
1738 |
Pedro de Bittencurt Henriques |
Manuel de Freitas |
ARM, L34 e 587 |
||
|
1739 |
Pedro Bittencourt Henriques |
ARM, L34 |
|||
|
1740 |
António Joseph Spínolla |
Vicente Enes da Silva |
ARM, L34 |
||
|
1741 |
Pedro Bittencourt Henriques |
Manoel de Castro |
ARM, L34 |
||
|
1742 |
Manoel Carvalho Valdavesso |
Domingos Telles de Menezes |
ARM, L591 e 34 |
||
|
1743 |
Pedro Bittencurt Henriques |
Miguel sousa |
ARM, L34 e592 |
||
|
1744 |
Pedro Bittencurt Henriques |
Miguel de Sousa de Castro |
ARM, L34 e 592 |
||
|
1745 |
João da Câmara Leme |
Luis Moniz de Torres |
ARM, L34 e 593 |
||
|
1746 |
Francisco Joseph Bettencurt de Freitas |
Miguel de Sousa de Castro |
ARM, L34 e 594 |
||
|
1747 |
João de Freitas e Albuquerque Figueiroa |
Vicente Enes da Silva |
ARM, L34 |
||
|
1748 |
António João Bittencourt Henriques |
Manoel Francisco de Ornellas |
ARM, L34 e 596 |
||
|
1749 |
António João Bittencourt Henriques |
Francisco Xavier Fernandes |
ARM, L34 |
||
|
1750 |
Miguel da Câmara Leme |
Miguel de Sousa de Castro |
ARM, L34 |
||
|
1751 |
António João Bettencourt Henriques |
Silvestre de Sousa |
ARM, L34 |
||
|
1752 |
Rev. António Joaquim Bittencurt Henriques |
Noytel Soares Pereira |
ARM, L 34 e 600 |
||
|
1753 |
Diogo Luis Bittencurt |
Luiz Moniz de Torres |
ARM, L34 e 602 |
||
|
1754 |
Diogo Luis Bittencurt Esmeraldo |
Noytel Soares Pereira |
ARM, L34 |
||
|
1755 |
Luis Bettencourt e Albuquerque |
Filipe Nery da Silva |
ARM, L34 e 605 |
||
|
1756 |
Henrique Felix de Freitas e Silva |
Noytel Soares Pereira |
ARM, L34 e 606 |
||
|
1757 |
António de Brito Oliveira Bittencourt |
Manoel Francisco de Ornellas |
ARM, L34 |
||
|
1758 |
Cónego Pedro Nicolau Aucciolly |
Filipe Nery da Silva |
ARM, L34 e 608 |
||
|
|
Tesoureiro |
||||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
||
|
1759 |
Luis Esmeraldo Bittencourt Henriques |
José Rodrigues Pereira |
ARM, L34 e 610 |
||
|
1760 |
Nuno de Freitas da Silva |
António da Luz Pereira |
ARM, L34 e 610 |
||
|
1761 |
Roque João Auciolly |
José Rodrigues Pereira |
ARM, L34 e 613 |
||
|
1762 |
Joaquim José Bahena Henriques |
Thomé Henriques |
ARM, L34 |
||
|
1763 |
João Paulo Berenguer |
Filipe Gonçalves Vieira |
ARM, L34 |
||
|
1764 |
João Paulo Berenguer |
Filipe Gonçalves Vieira |
ARM, L34 |
||
|
1765 |
João Paulo Berenguer |
Filipe Gonçalves Vieira |
ARM, L34 |
||
|
1766 |
António Carvalhal Esmeraldo |
Manoel Ferreira |
ARM, L34 |
||
|
1767 |
António Carvalhal Esmeraldo |
José Rodrigues Pereira |
ARM, L34 e 618 |
||
|
1768 |
António Bittencurt Villella da Câmara |
José Rodrigues Pereira |
ARM, L34 e 619 |
||
|
1769 |
António Carvalhal Esmeraldo |
José Rodrigues Pereira |
ARM, L34 e 620 |
||
|
1770 |
Francisco de Ornelas de Brito Bittencourt |
José Rodrigues Pereira |
ARM, L34 |
||
|
1771 |
Rev. Francisco Xavier de Brito |
José Rodrigues Pereira |
ARM, L34 e 621 |
||
|
1772 |
António Ferreira Correia Henriques e Câmara |
José Rodrigues Pereira |
ARM, L34 e 623 |
||
|
1773 |
António Ferreira Correia Henriques e Câmara |
Manoel de Santa Ana e Vasconcellos |
ARM, L34 e 624 |
||
|
1774 |
António Carvalhal Esmeraldo |
José Rodrigues Pereira |
ARM, L34 e 625 |
||
|
1775 |
António Carvalhal Esmeraldo |
José Rodrigues Pereira |
ARM, L626 |
||
|
|
Tesoureiro |
||||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
||
|
1776 |
António Carvalhal Esmeraldo |
José Rodrigues Pereira |
ARM, L627 |
||
|
1777 |
António Carvalhal Esmeraldo |
José Rodrigues Pereira |
ARM, L628 |
||
|
1778 |
António Carvalhal Esmeraldo |
Catanho Fernandes Pimenta |
ARM, L630 |
||
|
1779 |
Rev. João Paulo Bereguer César |
Alexandre Marques de Mendonça |
ARM, L631 |
||
|
1780 |
Francisco Xavier de Ornellas |
Miguel Francisco de Abreu |
ARM, L632 |
||
|
1781 |
Francisco de Freitas da Silva |
Francisco Xavier Veríssimo |
ARM, L633 |
||
|
1782 |
Tristão Joaquim de França Netto |
Manoel António Gomes da Estrella |
ARM, L634 |
||
|
1783 |
Tristão Joaquim de França Netto |
Manoel António Gomes da Estrella |
ARM, L635 |
||
|
1784 |
Tristão Joaquim de França Netto |
Marcos João de Ornellas |
ARM, L636 |
||
|
1785 |
Tristão Joaquim de França Netto |
Capitão Calisto José de Aguiar |
ARM, L637 |
||
|
1786 |
Tristão Joaquim de França Netto |
Paulo Malheiro e Melo |
ARM, L638 |
||
|
1787 |
Joaquim José Sanches |
Amnoel António Gomes da Estrella |
ARM, L639 |
||
|
1788 |
Capitão Luis Alexandre Sevayre |
António Francisco Xavier Figueira |
ARM, L640 |
||
|
1789 |
Capitão Luis Alexandre Sevayre |
António Francisco Xavier Figueira |
ARM, L641 |
||
|
1795 |
Capitão Luis Alexandre Sevayre |
Domingos Telles de Menezes |
ARM, L646 |
||
|
1796 |
Capitão Luis Alexandre Sevayre |
Domingos Telles de Menezes |
ARM, L647 |
||
|
1797 |
Capitão Luis Alexandre Sevayre |
Manoel de Santa Ana |
ARM, L648 |
||
|
1798 |
Capitão Luis Alexandre Sevayre |
Manoel de Santa Ana |
ARM, L649 |
||
|
1799 |
Henrique Correia de Villena Henriques |
Marcos João de Ornellas |
ARM, L650 |
||
|
1800 |
Cónego António Accioly Bettencourt |
Marcos João de Ornellas |
ARM, L650 |
||
1.3.4 - O Mordomo do hospital
mordomo do Hospital não podia ter menos de quarenta anos de idade, tal como o Provedor. Era responsável por todo o serviço administrativo do Hospital e tinha a coadjuvá-lo um parceiro de segunda condição. Este cargo, tal como os restantes era honorífico, no entanto exigia uma permanência no Hospital que só " um homem de posses podia exercer".
O mordomo acompanhava o médico na visita aos doentes durante a qual fazia o rol das necessidades e verificava, depois, o seu cumprimento. Todos os domingos comparecia no escritório da Santa Casa para receber o dinheiro necessário às despesas semanais. Providenciava de modo que o serviço religioso fosse realizado todos os dias na enfermaria. No entanto os doentes confessavam-se e comungavam na capela, desde que tivessem condições para o fazer.
Quadro nº 4 Mordomos do Hospital da Santa Casa da Misericódia do Funchal - século XVIII
|
M. Hospital |
|||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
|
1700 |
Diogo Dromundo de Vasconcelos |
Joseph Teixeira |
ARM, L745 |
|
1701 |
Pe. Capelão-Mor Domingos Castro e Menezes |
Matheus Pereira |
ARM, L745 e 558 |
|
1702 |
António de Carvalhal Esmeraldo |
Matheus Pereira |
ARM, L745e 559 |
|
1703 |
Pedro Afonso de Aguiar |
Matheus Pereira |
ARM, L745e 560 |
|
1704 |
Cónego Thomas de Bettencurt Henriques |
Sebastião de Abreu |
ARM, L561 |
|
1705 |
Jorge Correia Betancurt |
Francisco Fernandes Pimenta |
ARM, L562 |
|
1706 |
Cónego ThomasHenriques de Noronha |
Sebastião de Abreu |
ARM, L563 |
|
1707 |
Pedro Júlio da Cãmara Leme |
Francisco Friz Pimenta |
ARM, L564 |
|
1708 |
Jorge Correa Bitencurt |
Jorge Correa Bitencourt |
ARM, L746 |
|
1709 |
Cónego Gaspar Mendes de Vasconcelos |
Francisco Fernandes Pimenta |
ARM, L565 |
|
1710 |
Cónego Gaspar Mendes de Vasconcelos |
Matheus Pereira Coelho |
ARM, L566 |
|
1711 |
João C. da Câmara |
Francisco Fernandes Pimenta |
ARM, L746 |
|
1712 |
Manuel B. César de Andrade |
Diogo |
ARM, L746 |
|
1713 |
Aires de Ornelas de Vasconcelos |
António de Araújo Amorim |
ARM, L746 |
|
1714 |
Cónego António de Carvalhal Esmeraldo |
Domingos Fernandes Mónica |
ARM, L746 |
|
1715 |
Rev. Padre Francisco Accioli de Vasconcelos |
Manoel da Silva Barreto |
ARM, L746 |
|
M. Hospital |
|||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
|
1716 |
António Correa Bettencurt |
Manoel da Silva Barreto |
ARM, L569 |
|
1717 |
Manoel de Veloza de Vasconcelos |
Diogo Fernandes Mónica |
ARM, L570 |
|
1719 |
António Correa Lomelino |
Diogo Fernandes Mónica |
ARM, L572 |
|
1720 |
Jorge Correa de Vasconcelos |
Domingos de Abreu Florença |
ARM, L746 |
|
1721 |
Diogo Villella Bitancourt |
Lourenço Franco |
ARM, L746 |
|
1722 |
Pedro Bittencourt Henriques |
Manoel Correa |
ARM, L746 |
|
1723 |
Pedro Bittencourt Henriques |
Diogo Fernandes Mónica |
ARM, L746 |
|
1724 |
Rev. Cónego Gaspar Mendes de Vasconcelos |
Mathias Gonçalves |
ARM, L746 |
|
1725 |
Pedro Bitencurt Henriques |
Diogo Fernandes Mónica |
ARM, L746 |
|
1726 |
Pedro Bittencurt Henriques |
Diogo Fernandes Mónica |
ARM, L746 |
|
1727 |
Padre Francisco Acciaolli |
Diogo Fernandes Mónica |
ARM, L746 |
|
1728 |
Jorge Correa de Vasconcelos |
Mathias F. de Freitas |
ARM, L746 |
|
1729 |
Pedro Bitencurt Henriques |
Mathias F. de Freitas |
ARM, L746 |
|
1730 |
Diogo Luis Bittancourt |
Manuel Rodrigues Pereira |
ARM, L746 |
|
1731 |
Pedro Nicolao de Freitas |
Diogo Fernandes Mónica |
ARM, L746 |
|
1732 |
Pedro Nicolao de Freitas |
Diogo Fernandes Mónica |
ARM, L746 |
|
M. Hospital |
|||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
|
1733 |
Francisco Sanches de Baenna Henriques |
Manuel Rodrigues Pereira |
ARM, L746 |
|
1734 |
Joam Bittencurt Villella da Costa |
Manuel Rodrigues Pereira |
ARM, L746 |
|
1735 |
Francisco Changes de Baenna Henriques |
Manuel Rodrigues Pereira |
ARM, L746 |
|
1736 |
Hiacinto Aucciaolly de Vasconcelos |
Diogo Fernandes Mónica |
ARM, L746 |
|
1737 |
Brás de Freitas da Silva |
Mathias Ferreira Freitas |
ARM, L746 |
|
1738 |
Francisco de Vasconcelos Heredia |
António de Sousa |
ARM, L34 e 587 |
|
1739 |
Ayres Telles de Menezes Allencastre |
ARM, L34 |
|
|
1740 |
Miguel de Câmara Leme |
Manuel Ferreira |
ARM, L34 |
|
1741 |
Miguel de Câmara Leme |
Domingos Telles |
ARM, L34 |
|
1742 |
Diogo Luis Bettencourt e França |
Manoel Rodrigues Pereira |
ARM, L591 e 34 |
|
1743 |
António Joseph Spínola |
António de Sousa |
ARM, L34 e592 |
|
1744 |
Padre Felix Lucas de Carvalhal |
Manoel Rodrigues Pereira |
ARM, L34 e 592 |
|
1745 |
António José Spínola |
António de Sousa |
ARM, L34 e 593 |
|
1746 |
Diogo Bittencurt e Sá |
Manoel Pacheco |
ARM, L34 e 594 |
|
1747 |
Rev. Padre Feliz Lucas de Carvalhal |
Pedro Fernandes da Costa |
ARM, L34 |
|
1748 |
Miguel da Cãmara Leme |
Ignácio Numes Pereira |
ARM, L34 e 596 |
|
1749 |
Luis de Albuquerque Freitas |
João de Freitas |
ARM, L34 |
|
1750 |
Pdro Henriques da Câmara Leme |
Ignácio Nunes Pereira |
ARM, L34 |
|
1751 |
Pedro Bittencourt Henriques |
António M. Pestana |
ARM, L34 |
|
1752 |
Henrique Filix de Freitas |
Manoel Pacheco |
ARM, L 34 e 600 |
|
1753 |
Pedro Henriques da Câmara Leme |
João Nunes Pereira |
ARM, L34 e 602 |
|
1754 |
Pedro Henriques da Câmara Leme |
José Nunes Pereira |
ARM, L34 |
|
1755 |
Dr. João Afonso Henriques |
António Martins Pestana |
ARM, L34 e 605 |
|
1756 |
Rev. Manoel Caetano Henriques |
António Martins Pestana |
ARM, L34 e 606 |
|
1757 |
Francisco Esmeraldo |
Manoel Alves de Castro |
ARM, L34 |
|
1758 |
Francisco Aurélio da Câmara Leme |
Manoel de Freitas |
ARM, L34 e 608 |
|
1759 |
Francisco Esmeraldo Bittencourt Henriques |
Sebastião Figueira |
ARM, L34 e 610 |
|
1760 |
Francisco Esmeraldo Bittencourt Henriques |
Sebastião Figueira |
ARM, L34 e 610 |
|
1761 |
João Pedro de Freitas |
André Mendes |
ARM, L34 e 613 |
|
1762 |
António João Bittencurt Henriques |
António Martins Pestana |
ARM, L34 |
|
1763 |
Francisco de Ornellas de Brito Bettencourt |
Manoel Alves Pereira |
ARM, L34 |
|
1764 |
Francisco de Ornellas de Brito Bettencourt |
Manoel Francisco de Sousa |
ARM, L34 |
|
1765 |
Francisco de Ornellas de Brito Bettencourt |
Manoel Francisco de Sousa |
ARM, L34 |
|
M. Hospital |
|||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
|
1766 |
Francisco Esmeraldo de Bettencurt Henriques |
Diogo de Andrade |
ARM, L34 |
|
1767 |
Mendo de Brito Oliveira |
Manoel Alves |
ARM, L34 e 618 |
|
1768 |
Francisco de Ornelas Frazão |
António Pestana |
ARM, L34 e 619 |
|
1769 |
Francisco de Ornelas Frazão |
Sebastião de Abreu e Brito |
ARM, L34 e 620 |
|
1770 |
Tristão Joaquim Neto |
António Martins Pestana |
ARM, L34 |
|
1771 |
Francisco de Ornelas Frazão |
Thomás Correia da Silva |
ARM, L34 e 621 |
|
1772 |
António João Bittencourt Henriques |
M, L34 e 622 |
|
|
1773 |
António João Bittencourt Henriques |
Silvestre de Azevedo |
ARM, L34 e 624 |
|
1774 |
Dom João Bittencourt Henriques e Castro |
Manoel Alves Pereira |
ARM, L34 e 625 |
|
1775 |
Dom João Bittencourt Henriques e Castro |
Manoel Alves Pereira |
ARM, L626 |
|
1776 |
Dom João Bittencourt Henriques e Castro |
Silvestre de Azevedo |
ARM, L627 |
|
1777 |
Dom João Bittencourt Henriques e Castro |
Silvestre de Azevedo |
ARM, L628 |
|
1778 |
Dom João Bittencourt Henriques e Castro |
Manoel Alves Pereira |
ARM, L630 |
|
1779 |
Dom João Bittencourt Henriques e Castro |
Manoel Marques de Sousa |
ARM, L631 |
|
1780 |
Dr Goncalves Aires Telles de Menezes |
João Carvalho de Almeida |
ARM, L632 |
|
1781 |
Manoel Accioly de Vasconcellos |
Nicolau Dias |
ARM, L633 |
|
1782 |
Tristao Joaquim Netto |
Catanho Fernandes Pimenta |
ARM, L634 |
|
1783 |
Francisco de Freitas da Ssilva |
Domingos da Costa |
ARM, L635 |
|
1784 |
Capiitao Jose Francisco Esmeraldo Betencurt Henriques |
Domingos da Costa |
ARM, L636 |
|
1785 |
Capitao Jose Francisco Esmeraldo betencurt Henriques |
Domingos da Costa |
ARM, L637 |
|
1786 |
Capitao Jose Francisco Esmeraldo Bettencurt Henriques |
Domingos da Costa |
ARM, L638 |
|
1787 |
Capitao Jose FRancisco Esmeraldo Bettencurt Henriques |
Domingos da Costa |
ARM, L639 |
|
1788 |
Nicolau Luis de Mendonca Vasconcelos |
Ferancisco António de Sousa |
ARM, L640 |
|
1789 |
Diogo de Ornelas Felgueira Pereira de Britto |
Capitão Domingos da Costa |
ARM, L641 |
|
1790 |
João Paulo Esmeraldo Betencurt Henriques Vogado |
Capitão Domingos da Costa |
ARM, L642 |
|
1791 |
Antonio João Betencurt Henriques |
Capitão Domingos da Costa |
ARM, L643 |
|
1793 |
Jose Fracisco Esmeraldo Betencurt Henriques |
Francisco José de Macedo |
ARM, L644 |
|
1794 |
Jose Fracisco Esmeraldo Betencurt Henriques |
Francisco José de Macedo |
ARM, L645 |
|
M. Hospital |
|||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
|
1795 |
Jose Fracisco Esmeraldo Betencurt Henriques |
Francisco José de Macedo |
ARM, L646 |
|
1796 |
Jose Fracisco Esmeraldo Betencurt Henriques |
Francisco José de Macedo |
ARM, L647 |
|
1797 |
Jose Fracisco Esmeraldo Betencurt Henriques |
Francisco José de Macedo |
ARM, L648 |
|
M. Hospital |
|||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
|
1798 |
José Fracisco Esmeraldo Betencurt Henriques |
Francisco José de Macedo |
ARM, L649 |
|
1799 |
Joaquim Manoel de França |
Francisco Alexandre Teixeira de Sousa |
ARM, L650 |
1.3.5 - O Mordomo dos presos
ordomos dos presos competia as visitas aos presos sós, pobres e desamparados. As suas funções iam desde o acompanhamento dos reclusos, providenciando o seu sustento e cuidando da sua saúde e nos casos de degredo providenciavam o seu embarque. Verificavam a celeridade com que os procuradores da Casa acompanhavam os processos, porque da morosidade dos despachos resultava muitas vezes grandes perdas à instituição.
Elaborámos também um quadro com os dados referentes a estes mordomos para uma melhor especificação.
Quadro nº 5 Mordonos dos presos da Santa Casa da Misericórdia do Funchal - séc. XVIII
|
M. dos Presos |
||||||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte
|
|||
|
1700 |
Capitão Lourenço Furtado de Mendonça |
Francisco Glz Correia |
ARM, L745 |
|||
|
1701 |
Manoel da Costa de Almeida |
Francisco Glz Correia |
ARM, L745 e 558 |
|||
|
1702 |
Francisco Luis de Vasconcelos |
ARM, L745e 559 |
||||
|
1703 |
Jorge Correia de Vasconcelos |
Francisco Gonçalves |
ARM, L745e 560 |
|||
|
1704 |
Pe. Júlio da Câmara Leme |
Phelippe Riz Cunha |
ARM, L561 |
|||
|
1705 |
Ayres Ornellas de Vasconcelos |
João Lopes Netto |
ARM, L562 |
|||
|
1706 |
José Correia de Vasconcelos |
Bernardo Roiz |
ARM, L563 |
|||
|
1707 |
Capitão Miguel da Câmara Lume |
Manoel Correa da Silva |
ARM, L564 |
|||
|
1708 |
Jorge Correia de Vasconcelos |
Manoel Correa da Silva |
ARM, L746 |
|||
|
1709 |
Cónego João de Frietas e Albuquerque |
António Pimenta |
ARM, L565 |
|||
|
1710 |
João de Freitas da Silva |
Francisco Fernandes Pimenta |
ARM, L566 |
|||
|
1711 |
António Carvalhal Esmeraldo |
Manuel Correa da silva |
ARM, L746 |
|||
|
1712 |
António Correa Bettencourt |
Henrique Teixeira |
ARM, L746 |
|||
|
1713 |
António Correa Bettencourt Henriques |
Manuel Correa da Silva |
ARM, L746 |
|||
|
M. dos Presos |
||||||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte
|
|||
|
1714 |
Tenente Coronel Aires de Ornellas e Vasconcelos |
Manoel Correa da Silva |
ARM, L746 |
|||
|
1715 |
João de Freitas da Silva |
António Dionízio de Oliveira |
ARM, L746 |
|||
|
1716 |
Hiacinto de Freitas da Silva |
António Dionízio de Oliveira |
ARM, L569 |
|||
|
1717 |
João de Freitas da Silva |
António Dionísio de Oliveira |
ARM, L570 |
|||
|
1719 |
Diogo Bittancourt Aguiar e Sá |
António Dionísio de Oliveira |
ARM, L572 |
|||
|
1720 |
Pedro de Bettencourt Henriques |
Manoel Correa da Silva |
ARM, L746 |
|||
|
1721 |
António de Brito de Oliveira |
António Dionízio |
ARM, L746 |
|||
|
1722 |
António Correa Bittencourt Henriques |
Manoel Correa |
ARM, L746 |
|||
|
1723 |
António Correa Bittencourt Henriques |
Manoel Correa |
ARM, L746 |
|||
|
1724 |
Pedro Afonso de Aguiar |
António Dionísio de Oliveira |
ARM, L746 |
|||
|
1725 |
Diogo Bittancurt de Sá |
Manoel Correa |
ARM, L746 |
|||
|
1726 |
Diogo Bittancurt de Sá |
António Dionísio de Oliveira |
ARM, L746 |
|||
|
1727 |
Jacinto Acciaolli de Vasconcelos e Sá |
Manoel Correa da silva |
ARM, L746 |
|||
|
M. dos Presos |
||||||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte
|
|||
|
1728 |
Hiacinto da Câmara Leme |
Thomé Rodrigues Silva |
ARM, L746 |
|||
|
1729 |
Pedro Henriques Câmara Leme |
Thomé Rodrigues Silva |
ARM, L746 |
|||
|
1730 |
Manoel da Câmara de Brito |
António Rodrigues |
ARM, L746 |
|||
|
1731 |
António Auchiaolly Bittencurt |
Francisco Fernandes |
ARM, L746 |
|||
|
1732 |
António Auchiaolly Bittencurt |
Francisco Fernandes |
ARM, L746 |
|||
|
1733 |
João de Freitas da Silva |
Henrique Soares do Vale |
ARM, L746 |
|||
|
1734 |
Nuno de Freitas da Silva |
Ignácio Gomes Cardozo |
ARM, L746 |
|||
|
1735 |
Ayres de Ornellas de Vasconcelos |
Thomé Rodrigues Silva |
ARM, L746 |
|||
|
1736 |
João de Freitas da Silva |
António Dionísio de Oliveira |
ARM, L746 |
|||
|
1737 |
António Josephe Espinhola |
André de Sousa |
ARM, L746 |
|||
|
1738 |
Manuel Vogado Lomelino |
António Cotrim |
ARM, L34 e 587 |
|||
|
1739 |
Padre Gaspar de Valdevesso Gomdim |
ARM, L34 |
||||
|
1740 |
Pedro Bittencourt Henriques |
André de Sousa |
ARM, L34 |
|||
|
1741 |
António Joseph Spínola |
Manuel Ferreira |
ARM, L34 |
|||
|
1742 |
Pedro Teixeira Dória |
Thomé Rodrigues Silva |
ARM, L591 e 34 |
|||
|
1743 |
Ayres Telles de Menezes |
Thomé Rodrigues Silva |
ARM, L34 e592 |
|||
|
1744 |
Diogo Luis Bittencurt |
Thomé Rodrigues Silva |
ARM, L34 e 592 |
|||
|
1745 |
José Agostinho de Vasconcellos |
António Lourenço de Sousa |
ARM, L34 e 593 |
|||
|
1746 |
Joseph Agostinho de Vasconcelos |
Thomé Rodrigues Silva |
ARM, L34 e 594 |
|||
|
1747 |
Brás de Freitas da Silva |
Thomé Rodrigues Silva |
ARM, L34 |
|||
|
1748 |
José Agostinho de Vasconcelos |
Manoel Baptista de Oliveira |
ARM, L34 e 596 |
|||
|
1749 |
Pedro Bittencourt Henriques |
Hiacinto Xavier Freitas |
ARM, L34 |
|||
|
1750 |
Diogo de Ornellas de Vasconcelos Frazão e Figueiroa |
Pedro Gonçalves Correa |
ARM, L34 |
|||
|
1751 |
Dom Sancho Gaspar de Herédia |
Ambrósio Soares de Vasconcelos |
ARM, L34 |
|||
|
1752 |
José Agostinho de Vasconcelo Correa |
Thomé Rodrigues Silva |
ARM, L 34 e 600 |
|||
|
1753 |
João Bittencurt Henriques |
Domingos da Corte e Abreu |
ARM, L34 e 602 |
|||
|
1754 |
João Bettencourt Henriques Cabral |
Ambrózio Soares de Vasconcelos |
ARM, L34 |
|||
|
1755 |
António João Bettencourt Henriques |
António Lourenço de Sousa |
ARM, L34 e 605 |
|||
|
1756 |
João de Figueiroa Albuquerque e Freitas |
Manoel Francisco e Vasconcelos |
ARM, L34 e 606 |
|||
|
1757 |
João Pedro de Freitas e Silva |
Sebastião Figueira |
ARM, L34 |
|||
|
1758 |
Francisco Esmeraldo Bittencourt Henriques |
António Lourenço de Sousa |
ARM, L34 e 608 |
|||
|
1759 |
António João Bittencourt Henriques |
Domingos da Corte e Abreu |
ARM, L34 e 610 |
|||
|
1760 |
Ayres Telles de Meneses Allencastre |
Silvestre de Sá |
ARM, L34 e 610 |
|||
|
M. dos Presos |
||||||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte
|
|||
|
1761 |
António Leandro da Câmara |
António dos Passos |
ARM, L34 e 613 |
|||
|
1762 |
João de Carvalhal Esmeraldo |
Ambrósio Soares |
ARM, L34 |
|||
|
1763 |
Joaquim José Sanches de Bahena |
Thomé da Silva |
ARM, L34 |
|||
|
1764 |
Joaquim José Sanches de Bahena |
Thomé da Silva |
ARM, L34 |
|||
|
1765 |
António Teixeira Dória |
António da Luz Pereira |
ARM, L34 |
|||
|
1767 |
Henrique Teles de Freitas |
António Lourenço |
ARM, L34 e 618 |
|||
|
1768 |
Mendo de Brito de Oliveira Bittencourt |
Bartholomeu Fernandes |
ARM, L34 e 619 |
|||
|
1769 |
Cristovão Esmeraldo Teles de Menezes |
Domingos da Corte e Abreu |
ARM, L34 e 620 |
|||
|
1770 |
Francisco Xavier |
Bartholomeu Fernandes |
ARM, L34 |
|||
|
1771 |
António Carvalhal Esmeraldo |
Bartholomeu Fernandes |
ARM, L34 e 621 |
|||
|
1772 |
João António de Brito Bitencourt |
João Teles de Menezes |
ARM, L34 e 623 |
|||
|
1773 |
Henrique Felix de Freitas da Silva |
Florenço Francisco Machado |
ARM, L34 e 624 |
|||
|
1774 |
Jorge Correia Accioli e Vasconcellos |
João Teles de Menezes |
ARM, L34 e 625 |
|||
|
1775 |
Jorge Correia Accioli e Vasconcellos |
Bartholomeu Fernandes |
ARM, L626 |
|||
|
1776 |
Jorge Correia Accioli e Vasconcellos |
Bartholomeu Fernandes |
ARM, L627 |
|||
|
1777 |
Jorge Correia Accioli e Vasconcellos |
Bartholomeu Fernandes |
ARM, L628 |
|||
|
1778 |
Jorge Correia Accioli e Vasconcellos |
Bartholomeu Fernandes |
ARM, L630 |
|||
|
1779 |
Jorge Correia Accioli e Vasconcellos |
Bartholomeu Fernandes |
ARM, L631 |
|||
|
1780 |
Filipe de Carvalhal Esmeraldo |
Roque Vidal |
ARM, L632 |
|||
|
1781 |
José António Spínola |
António João de Andrade |
ARM, L633 |
|||
|
1782 |
Joaõ de Carvalhal Esmeraldo |
Thomás Ferreira Saldanha |
ARM, L634 |
|||
|
1783 |
Joaõ de Carvalhal Esmeraldo |
Thomás Ferreira Saldanha |
ARM, L635 |
|||
|
1784 |
Joaõ de Carvalhal Esmeraldo |
Thomás Ferreira Saldanha |
ARM, L636 |
|||
|
1785 |
Joaõ de Carvalhal Esmeraldo |
Thomás Ferreira Saldanha |
ARM, L637 |
|||
|
1786 |
Joaõ de Carvalhal Esmeraldo |
Thomás Ferreira Saldanha |
ARM, L638 |
|||
|
1787 |
Joaõ de Carvalhal Esmeraldo |
Thomás Ferreira Saldanha |
ARM, L639 |
|||
|
1788 |
Captitão Francisco da Câmara Leme |
António Joaquim Gonçalves |
ARM, L640 |
|||
|
1789 |
Captitão Francisco da Câmara Leme |
António Joaquim Gonçalves |
ARM, L641 |
|||
|
1790 |
José Nicolau Teixeira de Vasconcelos e Câmara |
António Joaquim Gonçalves |
ARM, L642 |
|||
|
1791 |
José Nicolau Teixeira de Vasconcelos e Câmara |
António Joaquim Gonçalves |
ARM, L643 |
|||
|
1793 |
José Nicolau Teixeira de Vasconcelos e Câmara |
António Joaquim Gonçalves |
ARM, L644 |
|||
|
M. dos Presos |
||||||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte
|
|||
|
1794 |
José Nicolau Teixeira de Vasconcelos e Câmara |
António Joaquim Gonçalves |
ARM, L645 |
|||
|
1795 |
José Nicolau Teixeira de Vasconcelos e Câmara |
António Joaquim Gonçalves |
ARM, L646 |
|||
|
1796 |
José Nicolau Teixeira de Vasconcelos e Câmara |
António Joaquim Gonçalves |
ARM, L647 |
|||
|
M. dos Presos |
||||||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte
|
|||
|
1797 |
José Nicolau Teixeira de Vasconcelos e Câmara |
António Joaquim Gonçalves |
ARM, L648 |
|||
|
1798 |
José Nicolau Teixeira de Vasconcelos e Câmara |
António Joaquim Gonçalves |
ARM, L649 |
|||
|
1799 |
Pedro Nicolau Bittencourt e Freitas |
Francisco José de Oliveira |
ARM, L650 |
|||
|
1800 |
José Joaquim de Freitas e Aragão |
Paulo Maria Passalaqua |
ARM, L650 |
|||
1.3.6 - Os informadores
uanto aos informadores, um de primeira e outro de segunda condição, como era norma, competia-lhes dar esmolas aos pobres. Essas esmolas não podiam ser dadas em casa do mordomo nem arbitrariamente, pois obedeciam a uma série de requisitos. O mordomo inquiria junto dos curas das igrejas àcerca da necessidade de cada pobre da freguesia, bem como do seu comportamento. As novas petições para pertencer ao rol dos pobres da Misericórdia eram apresentadas ao Provedor. Aos informadores competia também providenciar o tratamento das doenças, bem como de remédios da botica da Santa Casa para os doentes do rol. Era da sua competência cuidarem dos doentes pobres e desamparados que andassem pela cidade.
Os informadores levantavam o dinheiro dos pobres ao domingo no escritório da Santa Casa. De todo o dinheiro recebido era lavrado um termo devidamente assinado pelos informadores e pelo tesoureiro da Mesa.
Quadro nº 6 Informadores da Santa Casa da Misericórdia do Funchal - séc. XVIII
|
Informadores |
||||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
|
|
1700 |
Manoel da Atouguia Betencurt |
Manoel Soares |
ARM, 745 |
|
|
1701 |
Gaspar Soares |
Sebastião de abreu |
ARM, 745 e 558 |
|
|
1702 |
Francisco Henriques Esmeraldo |
Salvador da Costa |
ARM, 745e 559 |
|
|
1703 |
Pe. Gaspar Tello de Menezes |
Salvador da Costa |
ARM, 745e 560 |
|
|
1704 |
Agostinho de Ornellas e Vasconcelos |
Matheus Pereyra |
ARM, 561 |
|
|
Informadores |
||||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
|
|
1705 |
Francisco Henriques Esmeraldo |
Salvador da Costa |
ARM,L562 |
|
|
1706 |
Manoel Betancurt Atouguia |
Dionízio Gomes |
ARM,L563 |
|
|
1707 |
Capitão Hiacinto de Freitas da Silva |
João Lobo de Matos |
ARM,L564 |
|
|
1708 |
António da Silva Favilla de Vasconcelos |
João Lobo de Matos |
ARM,L746 |
|
|
1709 |
Cónego Estevão de Faria e Castro |
Sebastião de Abreu |
ARM,L565 |
|
|
1711 |
Rev. Cónego Bartholomeu Cézar B. |
João Lobo de Matos |
ARM,L746 |
|
|
1712 |
António Carvalhal Esmeraldo |
Francisco Fernandes Pimenta |
ARM,L746 |
|
|
1713 |
Agostinho de Ornelas e Vasconcelos |
João Ferreira de Noronha |
ARM,L746 |
|
|
1714 |
Cónego Aires de Ornelas e Vasconcelos |
António Vieira da Fonseca |
ARM,L746 |
|
|
1715 |
Jorge Correa de Vasconcelos |
João Dias de Aguiar |
ARM,L746 |
|
|
1716 |
António Carvalhal Esmeraldo |
Simão de Nóbrega Caldeira |
ARM,L569 |
|
|
1717 |
Cónego João de Freitas Albuquerque |
Faustino de Araújo |
ARM,L570 |
|
|
1719 |
Padre Francisco Aucciolli deVasconcelos |
António Vieira da Fonseca |
ARM,L572 |
|
|
1720 |
António Correa Lomelino |
Diogo Fernandes Mónica |
ARM,L746 |
|
|
1721 |
João Esmeraldo de Atouguia |
António Vieira da Fonseca |
ARM,L746 |
|
|
1722 |
Rev. Padre Francisco Acciolli de Vasconcelos |
Henrique Teixeira |
ARM,L746 |
|
|
1723 |
Rev. Padre Francisco Acciolli de Vasconcelos |
Henrique Teixeira |
ARM,L746 |
|
|
1724 |
Ayres de Ornellas e Vasconcelos |
Simão de Nóbrega e Sousa |
ARM,L746 |
|
|
1725 |
Jorge Correa de Vasconcelos |
Domingos Ferreira da Silva |
ARM,L746 |
|
|
1726 |
Hiacinto Acciolli da Sá |
Francisco Gomes Brazão |
ARM,L746 |
|
|
1727 |
Francisco Luis de Vasconcelos Bittencourt |
Henrique Teixeira |
ARM,L746 |
|
|
1728 |
Cónego Francisco Cândido Correa Henriques |
António Vieira da Fonseca |
ARM,L746 |
|
|
1729 |
António Brito de Oliveira |
Domingos Ferreira da Silva |
ARM,L746 |
|
|
1730 |
Ayres Telles de Menezes Allencastre |
António Vieira da Fonseca |
ARM,L746 |
|
|
1731 |
Hiacinto Aucciaolly de Vasconcelos |
António Vieira da Fonseca |
ARM,L746 |
|
|
Informadores |
||||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
|
|
1732 |
Jorge Correa de Vasconcelos |
António Vieira da Fonseca |
ARM,L746 |
|
|
1733 |
António Correa Bittencurt Henriques |
António Vieira da Fonseca |
ARM,L746 |
|
|
1734 |
Padre António de Freitas da Silva |
Pantalliam Ferreira |
ARM,L746 |
|
|
1735 |
Hiacinto Aucciaolly de Vasconcelos |
António Vieira da Fonseca |
ARM,L746 |
|
|
1736 |
António Correa Bittencurt Henriques |
António Vieira da Fonseca |
ARM,L746 |
|
|
1737 |
Diogo de Ornellas Frazam |
André de Sousa |
ARM,L746 |
|
|
1738 |
Diogo de Ornellas Frazam |
Domingos Fernandes silva |
ARM,L34 e 587 |
|
|
1739 |
Luis António Esmeraldo Telles de Menezes |
ARM,L34 |
||
|
1740 |
António de Brito de Olliveira |
Manuel de Freitas |
ARM,L34 |
|
|
1741 |
Padre Gaspar de Valdevesso Gondim |
Francisco Ferreira Duarte |
ARM,L34 |
|
|
1742 |
Agostinho António de Ornellas e Vasconcellos |
João de Pontes Garcês |
ARM,L591 e 34 |
|
|
1743 |
Luis António Esmeraldo Telles |
Manoel Rodrigues Pereira |
ARM,L34 e592 |
|
|
1744 |
Hiacinto Acciolli Vasconcelos |
Domingos Fernandes Silva |
ARM,L34 e 592 |
|
|
1745 |
Gaspar Simão Bettencourt |
Manoel de Freitas |
ARM,L34 e 593 |
|
|
1746 |
Pedro Bittencurt Henriques |
Manoel de Freitas |
ARM,L34 e 594 |
|
|
1747 |
Rev. Cónego João de Freitas da Silva |
António Pinto |
ARM,L34 |
|
|
1748 |
Francisco Aurélio da Câmara Leme |
Marcus Gonçalves de Nóbrega |
ARM,L34 e 596 |
|
|
1749 |
António Correia Bittencurt Henriques |
Manoel Baptista de Oliveira |
ARM,L34 |
|
|
1750 |
Diogo Luis Bettencourt Esmeraldo |
Domingos Fernandes Silva |
ARM,L34 |
|
|
1751 |
António Correia Bittencurt Henriques |
Domingos Fernandes Silva |
ARM,L34 |
|
|
1752 |
António Correa Bittencourt Henriques |
António M. Pestana |
ARM,L 34 e 600 |
|
|
1753 |
Rev. Mestre Escola Francisco Cândido Correa |
Miguel de Sousa e Castro |
ARM,L34 e 602 |
|
|
Informadores |
||||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
|
|
1754 |
António João Bettencourt Henriques |
Manoel Alves Castro |
ARM,L34 |
|
|
1755 |
José Agostinho de Vasconcelos Correa |
Manoel Ferreira |
ARM,L34 e 605 |
|
|
1756 |
Hiacinto Auciolly de Vasconcelos |
António Pinto |
ARM,L34 e 606 |
|
|
1757 |
João Freitas da Silva |
António dos Passos Jardim |
ARM,L34 |
|
|
1758 |
Mendo de Brito de Oliveira Bittencourt |
Luis de Almeida Ferreira |
ARM,L34 e 608 |
|
|
1759 |
Francisco Aurélio da Câmra Leme |
Manoel de Freitas |
ARM,L34 e 610 |
|
|
1760 |
António Correia Bittencourt Henriques |
Miguel de Sousa |
ARM,L34 e 610 |
|
|
1761 |
Hiacinto Auciolly de Vasconcellos |
Noytel Soares |
ARM,L34 e 613 |
|
|
1762 |
Dr. Francisco Bettencourt Heredea |
Francisco Lopes Correia |
ARM,L34 |
|
|
1763 |
António João Bittencourt Henriques |
Antonio Martins Pestana |
ARM,L34 |
|
|
1764 |
António João Bittencourt Henriques |
Antonio Martins Pestana |
ARM,L34 |
|
|
1765 |
Tristão Joaquim Neto |
Antonio Martins Pestana |
ARM,L34 |
|
|
1766 |
António João Bittencourt Henriques |
Antonio Martins Pestana |
ARM,L34 |
|
|
1767 |
Francisco António da Câmara Leme |
Antonio Martins Pestana |
ARM,L34 e 618 |
|
|
1768 |
João de Carvalhal Esmeraldo Atouguia e Câmara |
Manoel Francisco de Ornellas |
ARM,L34 e 619 |
|
|
1769 |
João de Carvalhal Esmeraldo Atouguia e Câmara |
Alferes Ignácio Rodrigues Gouveia |
ARM,L34 e 620 |
|
|
1770 |
Ayres Telles de Menezes Alencastre |
Alferes Ignácio Rodrigues Gouveia |
ARM,L34 |
|
|
1771 |
Capitão António João Bittencourt Henriques |
Manoel Rodrigues de Abreu |
ARM,L34 e 621 |
|
|
1772 |
Dr. João Afonso Henriques |
João Rodrigues da Silva |
ARM,L34 e 623 |
|
|
1773 |
Cónego João Venâncio de Vasconcelos |
Manoel de Freitas Caldeira |
ARM,L34 e 624 |
|
|
1774 |
Cónego João Venâncio de Vasconcelos |
Domingos de Oliveira Alves |
ARM,L34 e 625 |
|
|
Informadores |
||||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
|
|
1775 |
Cónego João Venâncio de Vasconcelos |
Domingos de Oliveira Alves |
ARM,L626 |
|
|
1776 |
Cónego João Venâncio de Vasconcelos |
Domingos de Oliveira Alves |
ARM,L627 |
|
|
1777 |
Cónego João Venâncio de Vasconcelos |
Domingos de Oliveira Alves |
ARM,628 |
|
|
1778 |
Cónego João Venâncio de Vasconcelos |
Domingos de Oliveira Alves |
ARM,L630 |
|
|
1779 |
Cónego João Venâncio de Vasconcelos |
Domingos de Oliveira Alves |
ARM,L631 |
|
|
1780 |
Joaquim José Sanches de Bahena |
António João de Freitas |
ARM,L632 |
|
|
1781 |
Cónego António Acciaoli Bettencourt |
José Caetano Spinola Bettencourt |
ARM,L633 |
|
|
1782 |
Cónego Pedro Nicolau Acciaoli |
Capitão Filipe Nere da Silva |
ARM,L634 |
|
|
1783 |
Cónego Pedro Nicolau Acciaoli |
Capitão Filipe Nere da Silva |
ARM,L635 |
|
|
1784 |
Cónego Pedro Nicolau Acciaoli |
Capitão Filipe Nere da Silva |
ARM,L636 |
|
|
1785 |
António Fernandes Correia Jarves de Atouguia |
Capitão Filipe Nere da Silva |
ARM,L637 |
|
|
1786 |
António Fernandes Correia Jarves de Atouguia |
Capitão Filipe Nere da Silva |
ARM,L638 |
|
|
1787 |
Dr. Francisco Machado de Azevedo |
Capitão Filipe Nere da Silva |
ARM,L639 |
|
|
1788 |
António João Bettancourt Henriques |
Thomé da Silva |
ARM,L640 |
|
|
1789 |
António João Bettancourt Henriques |
Thomé da Silva |
ARM,L641 |
|
|
1790 |
António João Bettancourt Henriques |
Thomé da Silva |
ARM,L642 |
|
|
1791 |
Nicolau Luis de Mendonça e Vasconcelos |
Domingos João de Afonseca |
ARM,L643 |
|
|
1793 |
Nicolau Luis de Mendonça e Vasconcelos |
Francisco José de Macedo |
ARM,L644 |
|
|
1794 |
Nicolau Luis de Mendonça e Vasconcelos |
Francisco José de Macedo |
ARM,L645 |
|
|
Informadores |
||||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
|
|
1795 |
Nicolau Luis de Mendonça e Vasconcelos |
Francisco José de Macedo |
ARM,L646 |
|
|
1796 |
Nicolau Luis de Mendonça e Vasconcelos |
Francisco José de Macedo |
ARM,L647 |
|
|
1797 |
Nicolau Luis de Mendonça e Vasconcelos |
Domingos João da Fonseca |
ARM,L648 |
|
|
|
Informadores |
|||
|
Ano |
1ª condição |
2ª condição |
Fonte |
|
|
1798 |
Nicolau Luis de Mendonça e Vasconcelos |
Domingos João da Fonseca |
ARM,L649 |
|
|
1799 |
Nuno de Freitas da Silva |
Caetano Fernandes Pimenta |
ARM,L650 |
|
|
1800 |
Conego Caetano Alberto de Araújo |
Francisco Xavier Veríssimo |
ARM,L650 |
|
O cargo de informador foi de entre todos os cargos desempenhados pelos mesários da Misericórdia do Funchal , aquele que foi exercido por um maior número de elementos da hierarquia eclesiástica. Desde os reverendos cónegos Bartholomeo Cézar Bettencourt, Ayres de Ornellas Vasconcelos, Francisco Cândido Correia Henriques, aos padres Gaspar Tello de Menezes, Gaspar de Valdevesso Gondim, que foi Provedor, vários elementos do clero foram informadores da Mesa da Misericórdia neste período .
Podemos mais uma vez verificar que os cargos eram rotativos e que muitos irmãos se mantinham em exercício no mesmo cargo durante vários anos. Podemos citar Domingos de Oliveira Alves, o capitão Filipe Nery da Silva e Thomé da Silva que exerceram este cargo durante vários mandatos seguídos.
1.3.7 - O Mordomo da capela
Mensalmente era eleito um outro mordomo, designado por mordomo da capela. Esta eleição recaía alternadamente sobre um nobre e um oficial mecânico. Competia-lhe acompanhar os defuntos até à sepultura, dar mortalha aos pobres e providenciar todo o culto e cerimónias religiosas. Além disso consultavam os testamentos e verificavam as esmolas que cada defunto deixava à Santa Casa.
1.3.8 - O Mordomo da bolsa
O mordomo da bolsa também era eleito mensalmente e da mesma forma que o mordomo da capela. Todos os dias comparecia na Santa Casa. Aos sábados comprava os mantimentos necessários e geria o dinheiro das despesas, dos qual prestava contas semanalmente, aos domingos.
Por fim, podemos afirmar que na Misericórdia do Funchal o poder era exercido por um grupo de irmãos eleitos anualmente numa eleição indirecta, isto é, os irmãos votavam naqueles em quem confiavam para os representar na votação. A esse grupo cabia então a missão de eleger a Mesa.
A Mesa geria todos os negócios da Santa Casa e tinha amplos poderes. Mas, nalgumas matérias importantes na vida da instituição tinha de consultar a Junta:
Pelas informações que recolhemos, podemos afirmar que frequentemente os cargos eram exercidos pelos mesmos irmãos durante vários anos. Sobressai, ainda, outra característica, a influência, ou seja, o domínio exercido por certas famílias na gestão da Misericórdia. Os quadros apresentados neste trabalho mostram-nos também que a influência de certas famílias se alternava temporariamente na direcção da Misericórdia. Assim, vemos que em relação aos irmãos de primeira condição a família dominante foi sem dúvida ao longo de todo o século, a dos Bittencourt e seus aparentados. Mas, os Câmara Leme, os Auciolly e os Henriques exerceram um poder deveras significativo.
A característica mais marcante era o caracter laico desta instituição. Como podemos ver o número de clérigos que pertenciam à Mesa era reduzido e não desempenhavam os cargos pelo facto de pertencerem ao clero, mas antes pelos laços familiares ou pelas amizades pessoais.
Sendo estes cargos honoríficos como se justifica a aptência destas famílias pelos lugares administrativos da Misericórdia? Sabemos que a Misericórdia controlava vastos sectores económico-sociais que permitia a concessão de uma série de favores a familiares, amigos e conhecidos, como por exemplo os empréstimos em dinheiro, os aforamentos, os enternamentos no Hospital e no Asilo, enfim sem falar no prestígio social adquirido por quem dirigia esta instituição.
Quanto aos informadores, um de primeira e outro de segunda condição, como era norma, competia-lhes dar esmolas aos pobres. Essas esmolas não podiam ser dadas em casa do mordomo nem arbitaraiamente, pois obedeciam a uma série de requesitos. O mordomo inquiria junto dos curas das igrejas àcerca da necessidade de cada pobre da freguesia, bem como do seu comportamento. As novas petições para pertencer ao rol dos pobres da Misericórdia eram apresentadas ao Provedor. Aos informadores competia também providenciar o tratamento das doenças, bem como de remédios da botica da Santa Casa para os doentes do rol. Era da sua competência cuidarem dos doentes pobres e desamparados que andassem pela cidade.
Os informadores levantavam o dinheiro dos pobres ao domingo no escritório da Santa Casa. De todo o dinheiro era lavrado um termo devidamente assinado pelos informadores e pelo tesoureiro da Mesa.
Servidores da Santa Casa
ma instituição como a Misericórdia do Funchal que exercia a sua acção em diversos sectores de ambito social e assistêncial, através de diversas instituições anexas, exigia para o seu funcionamento um elevado número de pessoas que assegurassem os múltiplos serviços de cada departamento.
Apesar do empenho e da boa vontade dos irmãos da Confraria, em especial dos corpos gerentes, que em cada ano servia gratuitamente a Misericórdia, nem todos compareciam diariamente na Casa. Os assuntos do quotidiano tinham de resolver-se e, era imprescindível a nomeação de um corpo de funcionários fixo, remunerado que assegurasse o funcionamento da instituição.
Entre aqueles que serviam a Casa por salário incluíam-se os capelães, o secretário, o pessoal do Hospital e da Botica, o Letrado, os procuradores, o porteiro e o pessoal auxiliar.
O capelão
capelão da santa Casa da Misericórdia apesar de ser um trabalhador a quem a Santa Casa pagava um salário, como a qualquer outro, gozava dos privilégios e imunidades inerentes ao seu grupo social. Os capelães constituíam o grupo mais numeroso dos trabalhadores da Casa. O trabalho por eles realizado era importante porque asseguravam os serviços religiosos a que a Misericórdia estava obrigada pelo Compromisso e satisfaziam as obrigações de missas quotidianas ou esporádicas que os testadores impunham nos legados que deixavam à Santa Casa.
Segundo conseguimos apurar a Misericórdia do Funchal tinha em 1713 e 1738 respectivamente vinte e dois e vinte e cinco capelães dos chamados do número. Diz-nos o Cónego Thomás Henriques de Noronha, escrivão da Mesa no ano de 1713 que o livro das Capelanias se encontrava em grande desordem devido "às contínuas e repetidas mudanças que os capelães faziam de uma para outras capelanias". Uma das razões destas mudanças era o facto de alguns testadores estipularem o ordenado que o capelão usufruiria e que a Santa Casa cumpria, outras vezes, a falta de rendimentos não permitia aumentos aos capelães. Esta e outras razões contribuíram para que, muitas vezes, o relacionamento entre os capelães e administração da Santa Casa não fosse pacífico.
Os livros de termos mostram-nos que, muitas vezes os capelães praticavam acções susceptíveis de punição segundo o Compromisso. Sempre que o Capelão praticasse alguma acção passível de causar escândalo e, assim, prejudicar o bom nome da instituição, ou também se o seu comportamento pusesse em causa o funcionamento da Misericórdia, como a falta de cumprimento das suas obrigações era alvo de sanções por parte da administração que podia ir desde a admoestação verbal e pública, à suspensão ou em casos mais graves ao despedimento.
Nos livros dos Autos ficaram registados várias situações em que o Capelão devido ao seu comportamento sofreu punições aplicadas pela administração que comprovam as nossas afirmações . A 17 de Janeiro de 1706 a Mesa analisou o comportamento do Padre Capelão Mathias Gomes. A queixa foi apresentada aos presentes pelo escrivão da Mesa, como era uso e costume e resumiu-se ao seguinte: o Padre Mathias Gomes contestou o preço de um livro que comprara no leilão feito no pátio da Santa Casa. Segundo o testemunho do Escrivão Francisco Luís de Vasconcelos, a reclamação fora feita em termos injuriosos para com a sua pessoa. A Mesa deliberou, então, segundo o Compromisso, o afastamento do dito Padre Capelão e mandou logo afixar editais para o provimento da Capelania.
Por vezes os motivos eram tão delicados que não ficavam registados no livro dos Autos. E o caso do padre Capelão Pedro de Miranda que foi despedido em Fevereiro de 1701, mas os motivos não ficaram registados no Livro dos Autos, apenas no Livro dos Segredos, que não chegou até nós.
Mas o despedimento era normalmente o último recurso usado pelos administradores da Santa Casa que recorriam primeiro à chamada de atenção e, algumas vezes mais do que uma vez. O padre Francisco Teixeira da Silva, Capelão da Casa faltava frequentemente à obrigação de dizer missa aos Domingos e dias santos na capela dos presos, como era sua obrigação. Foi chamado á atenção e justificou-se dizendo que estava doente. No entanto, chegou ao conhecimento da Mesa que o seu estado de saúde era normal. Foi novamente chamado e a sua justificação foi a de que ia para o campo nos Domingos e dias santos. O Provedor e a restante administração resolveu que o padre Francisco Teixeira fosse logo despedido para sempre, porque a falta do cumprimento das obrigações punham em causa o funcionamento da instituição e era o castigo a aplicar nestes casos segundo o Compromisso.
A não aceitação das imposições da administração por parte dos padres capelães foi também muitas vezes referida nos livros dos Autos e frequentemente levava a confrontos verbais entre uns e outros. Referimos o caso do Capelão-mor padre Miguel de Spínola que insultou o gaveteiro da Casa Diogo Fernandes chamado-lhe "pedaço de asno" e criticou de forma injuriosa a Santa Casa pelo que na sessão de 10 de Dezembro de 1718 foi despedido para sempre do serviço.
Uma outra situação de escândalo foi a do padre Leandro Figueira que costumava embriagar-se e, apesar de ter sido advertido, por várias vezes para que se abstivesse de semelhante defeito pelo mau exemplo e escândalo que causava, não se corrigiu. A Mesa de 2 de Setembro de 1725 decidiu despedi-lo para sempre.
De facto, nem sempre os Capelães cumpriam devidamente as suas obrigações. A Mesa de 1 de Outubro de 1724 debruçou-se sobre este assunto, trazido pelo escrivão que levou ao conhecimento de todos o facto de constar que alguns capelães não diziam as missas de suas capelanias nas igrejas determinadas em que eram obrigados a dizê-las conforme a disposição dos testadores. O Provedor de então, Francisco Luís Bettencourt de Sá Machado e os demais conselheiros votaram por unanimidade que a todos os capelães das obrigações da Casa fossem passadas cartas com as condições e obrigações para que dali em diante não tivessem mais desculpa que dar, nem ignorância alguma que alegar. De facto encontrámos referências às cartas passadas a cada capelão com as suas obrigações e a parte determinada em que deveriam dizer as missas estipuladas pelos testadores, que cada capelão lia e assinava.
Também algumas vezes para se furtarem às obrigações os capelães pediam dispensas que faziam coincidir com os dias das festas mais importantes que a confraria realizava, porque nessas mesmas alturas, havia noutras igrejas, festas, e missas cantadas melhor remuneradas.
Para evitar situações desagradáveis que levavam a conflitos entre a administração e os padres, a Misericórdia deliberou não serem autorizadas as dispensas nessas ocasiões. Até porque nos termos do contrato os capelães assumiam vários compromissos. Além de cumprirem as obrigações que eram estipuladas pelos testadores, como já foi referido, os capelães da Casa, desde o Capelão-mor a todos os outros tinham obrigações para com a Santa Casa, além do serviço religioso imposto pela sua capelania. Eram obrigados a assistir ao ofício geral da irmandade, às procissões de quinta-feira de Endoenças e do dia de Santa Isabel, solenidades feitas na capela da Misericórdia, Semana Santa, sextas-feiras da quaresma, festas da Visitação e Natal. E a obrigação de acompanhar a irmandade nos cortejos fúnebres dos irmãos, suas mulheres e filhos. Sem esquecer as obrigações religiosas que incluíam as três missas do Natal e a celebração da missa na capela dos presos, aos Domingos e dias santos.
Esta última obrigação não era bem aceite pelos capelães da Casa que, por diversas vezes reclamaram por considerarem injusto que os padres das capelanias de "fora" não fossem também sujeitos a essa obrigação. A Mesa de 1 de Novembro de 1705, presidida pelo Provedor D. José de Sousa de Castello Branco, bispo do Funchal decidiu que os capelães de "fora" fossem também obrigados a celebrar missa aos presos nos domingos e dias santos, sendo feito de forma rotativa, cada mês caberia a um.
Quanto ao vencimento auferido pelos capelães conseguimos apurar alguns dados com os quais elaborámos o quadro nº para melhor sistematização.
Quadro nº 7 Ordenado dos capelães
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Designação |
Quant/ reis |
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Capelão-mor |
45$000 |
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Capelão de 2ª |
30$800 |
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Serviço do coro |
4$000 |
O anual de missas variava entre 36$000 reis e 45$000 reis e isto, como já foi referido porque muitas vezes era a vontade expressa pelo testador e outras porque os rendimentos não eram suficientes para pagar mais. Esta situação levava a constantes reclamações por parte dos capelães e frequentes vezes ao abandono das capelanias, que andavam sempre vagas. Por esta razão a Santa Casa solicitou à Santa Sé a 2 de Julho de 1724 a solução deste problema. O Breve Apostólico que foi alcançado em 20 de Setembro de 1734 quando era Provedor Jorge Vieira e Andrade, permitiu à Santa Casa da Misericórdia reduzir as missas das capelanias que não eram rentáveis e juntá-las. Além deste a Santa Casa conseguiu, ainda no século XVIII, outro Breve o que lhe permitiu arrecadar muito dinheiro sem deixar de cumprir as suas obrigações para com os benfeitores.
Na sessão de 16 de Maio de 1775 foi analisada uma petição apresentada pelos capelães da Casa reclamando o limitado emolumento 4$000 reis anuais que a Santa Casa lhes pagava pelo trabalho do coro e da Capela que estavam obrigados como capelães da Casa. Alegavam que os emolumentos não chegavam para pagar o trabalho da Semana Santa e muito menos a sua falta de liberdade, pois não são senhores do seu tempo, por estarem obrigados ao cumprimento desses deveres durante todo o ano, porque a qualquer hora podiam ser chamados à Casa para ministrar os últimos sacramentos a um moribundo ou para um funeral.
Não compreendiam os Capelães como a Misericórdia sendo "tam opulenta e rica" não lhes pagasse o seu justo "merisimento" já reclamado anteriormente sem qualquer resposta por parte da Mesa. Se o seu pedido não fosse atendido e a Mesa não aumentasse o ordenado para 8$000 reis, todos os capelães da Casa colocariam os seus lugares do coro à disposição da Mesa para que procedesse ao seu provimento a quem os pretendesse. Perante atitude tão frontal e decidida dos capelães a Mesa presidida pelo bispo D. Gaspar Afonso da Costa Brandão, considerou justo o requerimento dos capelães e por unanimidade decidiu aumentar-lhes o ordenado do coro para 8$000 reis como pretendiam. Apesar das reclamações feitas pelo capelães ao longo de todo o século XVIII que são patentes nos Autos da Mesa, não podemos dizer que os capelães fossem mal pagos. Se atendermos ao somatório de todas as remunerações auferidas verificámos que o Capelão-mor no final do século auferia um vencimento superior a qualquer outro trabalhador da Santa Casa. Pois, além dos 40$000 reis anuais que recebia como capelão, juntavam-se os 8$000 reis do serviço do coro e os 60$000 reis da sua capelania, o que perfazia 108$000 reis anuais.
È claro que os restantes capelães auferiam também um vencimento inferior, mas comparativamente com os outros servidores da Casa ficavam sempre numa posição privilegiada.
Devido à falta de sacerdotes que continuava a verificar-se na última década do século XVIII, o Provedor e os conselheiros da Misericórdia decidiram na sessão de 17 de Fevereiro de 1792 aumentar novamente os ordenados. O reverendo Capelão-mor passou a usufruir de 100$000 reis anuais, além dos 7$000 reis do coro, propinas anuais pelo trabalho extra, cinquenta alqueires de trigo e, ainda, 60$000 reis da sua capelania. O capelão de segunda usufruía do ordenado de 80$000 reis mais 6$000 reis do coro e quinze alqueires de trigo e as referidas propinas da pauta e, é claro, os 60$000 reis da sua capelania.
A Santa Casa juntava o serviço religioso de várias capelanias numa só. Por exemplo o reverendo António João Cabral requereu à Santa Casa o aumento da esmola da sua capelania anual de missas instituída pelas almas de Pedro Bettencourt de Atouguia durante seis meses e pela de João Afonseca 3 meses, cujo ordenado era de 54$453 reis. A Mesa depois de indagar acerca dos bens dos instituidores estabeleceu que o padre fosse aumentado, cumprindo o seguinte serviço religioso:
Pela alma de Pedro Bettencourt 8 meses e 3 dias a $200 reis cada 48$600
Pela de João de Afonseca 3 meses e onze dias a $200 reis cada 20$200
Pela de Francisco Pereira da Silva 16 dias a $200 reis 3$200
o que perfazia a quantia de 72$000
O secretário
regime de voluntariado com que os irmãos da Misericórdia exerciama as funções para as quais eram eleitos, acarretava inúmeros inconvenientes para a instituição. Eram frequentemente apontadas nas sessões ordinárias da Mesa a morosidade com que se cobravam as rendas e a lentidão com que decorriam os processos.
Quando as receitas diminuíam as culpas eram atribuídas à incapacidade de alguns escrivães em cobrar as rendas porque não verificavam os nomes de todos aqueles que eram devedores bem como dos atrasados. Na sessaõ de 23 de Junho de 1741 os administradores mais uma vez manifestaram grande preocupação pela diminuição das rendas da Misericórdia e concluíram da necessidade de proceder a uma remodelação de carácter administrativo.
A primeira medida, aprovada por unanimidade foi a nomeação de um secretário para coadjuvar a Mesa nos assuntos burocráticos imprescindíveis ao funcionamento da instituição e à correcta e atempada cobrança de suas rendas. Toda a Mesa concordou que o salário auferido pelo secretário fosse de 200000$000 reis quantia que se manteve até ao final da centúria. Nesta mesma sessão os mesário regulamentaram a a ctividade do secretário tendo como referência o Compromisso e definiram claramente as suas funções:
Para desempenhar essas funções a Mesa escolheu Domingos Lopes Fernandes a quem Dom João V deu provisão a 2 de Novembro de 1745. Presume-se que o cargo fosse vitalício porque Domingos Lopes Fernandes exerceu até 1781 altura do seu falecimento.
António José de Jesus Lamedo desempenhou o cargo na última década do século. A sua nomeação dá-nos uma ideia aproximada de como se processava a escolha e a nomeação do secretário da Santa Casa. Mostra-nos também que a Misericórdia não dependia de hierarquias religiosas, pois os ofícios seguiram a hierarquia do Estado. António José de Jesus Lamedo foi eleito pela Mesa na sessão de 11 de Outubro de 1791. A Mesa oficiou ao Dr. Corregedor da Ilha informando-o da eleição e, evidenciando as qualidade do eleito: zelo, probidade e inteligência.
O Corregedor inderessou o ofício à Rainhajuntando um documento da sua lavra, no qual confirmava a Sua Majestade as qualidades do eleito. A Rainha deu então despacho favorável.
Procurador representava os intresses da Misericórdia em todos os lugares aonde esta instituiço detinha a posse de bens ou rendimentos. Defendia os interesses da instituição incluindo as demandas que esta tinha de travar em sua defesa. A dispersão dos bens da Misericórdia por toda a Ilha e até no Porto Santo exigia uma série de procuradores a quem a Misericórdia tinha de pagar um salário.
Na sessão de 18 de Março o Procurador da Santa Casa Francisco Gonçalves Correia reclamou o ordenado que a Santa Casa lhe pagava, pois as custas das demandas haviam subido. Alegava o referido Procurador que qualquer particular com apenas uma demanda ganhava por ano entre 20 e 30$000 reis, enquanto que ele auferia apenas a módica quantia de 6$000 reis. O Provedor e restantes menbros da Mesa deliberaram aumentar-lhe o ordenado em 4$000 reis ficando assim em 10$000 reis anuais. São frequentes os pedidos de aumento de vencimento por parte dos procuradores e letrados do partido da Casa. Umas vezes alegavam os excesso de trabalho, outras as despesas que efectuavam na defesa das demandas. Muitas vezes a Mesa atendia estes pedidos.
O Letrado da Casa o Dr. Manoel de Oliveira apresentou em Mesa em 17 de Março de 1703 um proposta de aumento do seu vencimento alegando duas razões: o muito trabalho e o aumento dos rendimentos da Santa Casa. Por deliberação da Mesa passou de 3$000 reis de três em três meses a 4$500 reis.
Mas nem sempre os procuradores e letrados cumpriam as obrigações a que estavam sujeitos. Por deliberação da Mesa de 4 de Maio de 1703 foram nomeados novos procuradores para tratarem dos negócios da Santa Casa na Corte e das demandas dos presos em lugar de Manoel do Rego Quintanilla que estava velho, não cumpria com as suas obrigações perdendo os documentos e, consequentemente as demandas. Os novos procuradores Francisco Pereira e seu filho, o licenciado Francisco Pereira Barreto eram consideradas pessoas de toda a confiança da Mesa que, por unanimidade, confiou na sua capacidade para resolver os problemas da instituição.
A administração da Misericórdia procurava ser cautelosa em relação aos dinheiros gastos. Em 28 de Janeiro de 1714 a Mesa deliberou oferecer ao Procurador de Lisboa, o atrás referido, António da Costa, 400$000 reis para que alcançasse para a Misericórdia do Funchal as extensão do Breve sobre legados não cumpridos com que o Santo Padre tinha agraciado a Misericórdia de Lisboa. O dinheiro foi enviado em Janeiro do ano seguinte, não directamente ao Procurador, mas por razões de segurança à Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa com ordem expressa de só o entregar mediante a entrega do Breve e só depois de confirmada a sua autenticidade.
Os negócios da Corte levam a Misericórdia do Funchal a nomear em 24 de Fevereiro de 1741 novos procuradores para tratar das causas e dependências da Casa na Corte e cidade de Lisboa: Manoel Rodrigues Sereno de Carvalho e Joseph Vieira da Silva.
Para tratar dos assuntos relativos aos bens da Santa Casa na Ilha do Porto Santo, a Santa Casa deliberou constituir seus procuradores o reverendo vigário da Ilha e o sargento-mor, Duarte Pestana Velosa, para que com o maior cuidado se fizesse a cobrança e daí uma melhor arrecadação das rendas que a Santa Casa tinha direito.
De facto a Misericórdia dispendia muito dinheiro do seu rendimento anual com os procuradores e os letrados. Mas não podia prescindir dos seus serviços. Numa tentativa de diminuir as despesas, já no final do século o Provedor e restantes mesários pretenderam alcançar da Rainha Dona Maria I o previlégio de contarem com um juiz privativo alegando entre outros o facto de "ser util e mnecessário o terem juiz privativo como tem a ditta Misericórdia desta cidade cauzando a sua falta hum grande danno e perjuízo, pois sendo diminutas as suas rendas, e aplicadas ao curativo dos enfermos, não podem suprir as despesas das demandas e litígios dispersas em muitos lugares e juízos da ditta Ilha dilatada, percizando(sic) de diversos procuradores com multiplicados ordenados(...)".