Capitulo IX.
D. Hieronimo Fernando IX. Bispo do Funchal.
Naceu este Prelado em Lisboa, filho unico varão de Christovam Dias de Figueiroa, e de sua mulher Maria do Basto; neto de Hieronimo Dias de Figueyroa, e de Guimar Fernandes Irmaã do Doutor Manoel Affonso Vigario de Alcaçova de Santarem; filhos ambos de Alvaro, e Leonor Fernandes, a qual se diz que fora filha natural do Infante D. Fernando /filho del Rey D. Duarte, e Pay del Rey D. Manoel/ avida em hua Dama da Raynha D. Leonor sua May; a qual a recolhera no Convento de S. Domingos das Donnas em Santarem; e que não querendo ser religioza; a cazara com Alvaro Fernandes, ocultando a origem do seu nacimento. Esta genealogia, reprovada de muitoz, se diz que justificara por testemunhas de tanta authoridade, como o Infante Cardial D. Henrique, e os Senhores da Caza de Bargança; como esta fe anda escripta em alguns livros genealogicos, em titulo de Bernardoz.
Tomou este Prelado a roupeta de Sancto Ignacio, onde estudou, e foi muito bom Theologo; porem sahindo da religião, ocupou hua Abbadia no estado clerical; e passando// se a corte de Madrid, aprezentou nos seus requerimentos a justificaçam referida, a tempo que se achava vaga a Cadeira episcopal desta Diocesi, pella promoçam de D. Fr. Lourenço de Tavora para Elvas, em cuja atenção, e das suas letras o nomeou no dito Bispado El Rey D. Felippe III., e II. deste Reyno, em o anno de 1618; com que ha em Mayo do seguinte, se achou sagrado, nas cortes de Lisboa e do Mesmo Rey.
No de 1621., percizado de hum Decreto real, passou a rezidir na sua Diocesi, onde asistio muitos annos. Aqui celebrou tres synodos em diferentes tempos: achamos o primeyro em 1622., o segundo em 1626., porem do terceyro não encontramos o anno; naquelles dispoz alguas constituições que ainda se observam, e confirmou os Regimentos de seus antecessores.
Em os primeiros dias de Janeiro de 1626. encontramos a invazam que fizeram os Mouros na Fajaã dos Religiozos da Companhia de Jesuz, junto ao mar, na Freguezia de S. Braz do Campanario; onde entre o Danno que fizeram, foi descomporem a Irmida que alli esta de Nossa Senhora da Conceyçam; De cujo// cazo mandou devaçar este Perlado, como sabem o governador Secular Fernão de Saldanha, por hum Decreto passado em 14. do proprio mes e anno. Em o de 1628. servio de Provedor aos Pobres do Hospital, na Caza da Sancta Misericordia desta Cidade. Em 1632 sagrou a Igreja do Apostulo Santiago Menor, Padroeyro maximo desta Diocesi; com particular ostentação, e magnificencia, como consta do mesmo auto que existe no archivo da Camara do Funchal.
Foi muito frequente nos Pulpitos, Pontificaes, e vizitas; passando pessoalmente a Ilha do Porto Santo, onde ja mais tinha ido nenhum de seus antesessores. Por decreto de 22. de Abril de 1634., aprovou o Regimento que tinha feito o Bispo D. Luis de Figueyredo de Lemos no anno de 1598., e das memorias que exiztem suas não he menor a grandeza com que a sua custa mandou fazer o orgão grande da sua Cathedral, que contem varios rezistos, onde se apurou a arte de seu insigne author João Manoel, natural de Cordova.
Alem do governo ecclesiastico, teve por trez vezes, o militar de toda a Ilha; a primeyra no anno de 1624., quando por// falecer D. Francisco Henriquez a 27. de Junho, o ellegeram para substituir aquelle posto; em que foi confirmado por El Rey D. Felippe; por Decreto de tres de Agosto do proprio anno. Sucedeulhe Fernão de Saldanha, por nova patente de onze de Abril de 1625., ao qual tornou a suceder no seguinte anno de 1626., e entregou o dito governo a D. Francisco de Souza Senhor de Calhariz em dezanove de Abril de 1628., mas ofrecendose ocazião de se restituir este fidalgo a Corte, mandou El Rey que entregasse o bastão terceyra vez ao mesmo Bispo, por Decreto de 23. de Março de 1630., o qual elle recebeo em tres de Agosto do proprio anno, e continuou ate principio de de 1634., em que entregou a D. João de Meneses.
Em todas estas ocaziões se houve nas dispozições de guerra, com tanto dezembaraço, e militar vallor, que chegou a embarcarse pessoalmente, para livrar das maos de corsarios alguas embarcações Portuguezas, no anno de 1627., e em outras ocaziões por sua dispozição se aprezionarão alguas de corsarios que infestavão as costaz desta Ilha; como vimos por certidões authenticas. Tambem teve ezte Prelado nesta Ilha, a imcumbencia de superintendente das fazendas de contra// bando, por hua Provizão real passada em Madrid a 29. de Setembro de 1628., e cumprida no Funchal em 25. de Janeyro de 1629.
Foi este Prelado vigoroso, e notado de natureza inquieta, por cuja cauza lhe chamarão o Apostolo Bravo em aluzam a roupeta de Sancto Ignacio que vestio. No Archivo da Camara Secular, encontramos varias sentenças que alcançou o Senado contra elle, por se emtremeter nas couzas do seu governo, como tambem de alguas Pessoas particulares, contra quem quis proceder apaxonado; e a ultima memoria que desta calidade achamos sua he hua queixa que delle fez o mesmo Senado a El Rey, por aprezentar em certos Beneficios a Gaspar da Cunha, Constantino da Silva, e Antonio de Barros seus criados, e naturaes do Reyno, contra a observancia das provizões reaes; que dispoem a favor dos naturaes da mesma Ilha; e como pella dita cauza se ouvessem ja queixado delle a El Rey D. Fellippe IV., sobre que passou hua Provizão confirmatoria das mais, em 5. de Mayo de 1627., e nesta ocazião mandou passar a setima em 6. de Abril de 1640., com a adevertencia, que nos provimentos dos tais Beneficios, serião os Prelados oubrigados a declararem, que os notados eram naturaes// da mesma terra; e que sem a dita declarasam não se lhe dese confirmação na Meza da Conciencia.
Aclamado em Portugal o gloriozo Rey D. João IV., ao primeiro dia de Dezembro de 1640., chegaram a esta Diocese os avizos em 10. de Janeyro seguinte, com carta do mesmo Rey para o governador da Ilha Luis de Miranda Henriques, e para o Bispo D. Hieronimo Fernando; os quais o fizeram logo aclamar, e reconhecer por Rey, sendo o dito Prelado grande parte para o susego, e tumulto do povo, que que se lhe fazia suspeitozo o governador, pella menagem que tinha dado a El Rey Felippe.
Pouco depois se embarcou para Lizboa, onde viveo ainda dez annos; em cujo tempo houve nesta Ilha hum grande terremoto ou tremor de terra que durou o espaço de mais de hum credo, fazendo nelle dous termos; no segundo, com mayor violencia, cahirão alguas cazas e muitas roxas. Sucedeu isto em o primeiro de Setembro de 1644., as nove horas da menhaã, e em conjunção de lua nova. No dia de Ramos do anno de 1646., foi este Prelado hum dos sinco Bispos asistentes na Capella real de Lisboa; onde se celebrou o Devotissimo acto de Juramento// de se defender a immaculada Conceição da Virgem May de Deos, na forma que largamente o expoem o M. R. P. M. Fr. Fernando da Soledade na sua Chronica. Assi tambem foi hum dos sinco Bispos que asiztiram nas cortes de Thomar o dia 20. de Abril de 1649; sendo chamado para ellas, por carta de 6. do dito mes e anno.
Faleceu ultimamente em Lisboa a dous de Mayo de 1650., como consta do epitafio do seu Tumulo, que esta na parede da Sanchristia de Nossa Senhora da Graça da mesma Cidade Oriental, na parte interior para o convento, no lado direito da porta; e diz assi: Tumulo de D. Hieronimo Fernando Bispo do Funchal mais de trinta annos; quarto neto del Rey Dom Duarte de Portugal, pello Serenissimo Infante D. Fernando seu filho. Faleceu em 2. de Mayo de 1650. annos.
No seu Poema, em vinte e sinco oitavas rimas, faz deste Prelado hum grande elogio o Insigne Manoel Thomas seu contemporaneo, natural de Guimaraes; que faleceu na Cidade do Funchal, com menos fortuna, que merecimento porque o matarão sendo ja velho, por dezastre no anno de 1661.
Asistio perto de 50. annos nesta Cidade com trato mercantil,
onde compoz varias obras com acert// to, de que imprimio alguas;
como foi o Poema que intitulou Insulana, onde em dez livros descreveo
o descubrimento da Ilha da Madeyra, impreso em Anverso, em quarto,
o anno de 1635. Outro Poema Heroico da Aclamação
del Rey D. João IV., que intitulou o Fenix da Lusitania,
em dez livros: impreço em Ruam anno de 1649. União
Sacramental, offerecido a El Rey D. João IV; obra moral
em sete Hymnos, ou Romances; impreço em Ruam anno de 1650.
Tambem imprimio no Norte Thezouro de Virtudes, em 20 Hymnos ou
Romances moraes, e a vida de Sancto Thomas de Aquino, em metro
que tambem imprimio do anno de 16.. Desculpe esta digreção
o agradecimento do que deve â sa memoria esta Diocesi. Escuzaranos
por difuzo, a repetição do seu elogio, se nelle
senão comprehendesem as virtudes, e acções.
Deste Prelado, cujo emprego he proprio do nosso instituo: Dis
assim:
De Estirpe, generosa e alta,
Lhe sucede na Insigne Prelazia,
Hum Prelado, que as graças tanto exalta,
Que abate Aglaia, Euphoryne, e Thalia;
O nome seu, com o estudo esmalta,
Na imitaçam altas virtudes cria,
Do que com pedra, por a Christo aceito
Foi Pelicano proprio de seu peito.//
Este do Real tronco, Digna Planta,
Se bem seu zelo, fê, e amor profundo,
Mais que o sangue illustrissimo, o levanta,
Com se saber que he o milhor do mundo
No bem da Igreja, a todos se adianta.
E mostra com saber alto, profundo e facundo,
Que atraz ficando humilde, por constante,
Pella virtude mas passa adiante.
Este dignamente, o Bago de Ouro
Illustra grave, e honra engrandecido,
A quem se abate, o sempre verde louro,
Com louvor a seus meritos devido;
Aumentara da Igreja o gram Thesouro,
Pastor aos mais Pastores preferido.
Com alto amor, mostrando em mil vigilias
Ser verdadeiro aqui, Pay de familias.
Mostrará de seu sangue a grande alteza,
Nos does subitos de alta cortezia,
Na mandisão affavel, na Realeza
De sua condição benigna e pia;
No amor que o fará com mais fineza
Veladora Atalaya, que vigia
O rebanho da Igreja Militante,
Por darlhe o pasto em bens sempre abundante.
Pois conhecendo ser Arte, das Artes
Das almas dos fieis o Regimento,
Se fará no governo tantas partes
Quantas se devem, a seu felice aumento;//
No certamen dos vicios, Estandartes
Arvorara, que impregnem todo intento
Que achar ser sem seu danno fabricado,
Para melhor livralas do pecado.
E por ser obra esta onde a constancia
Pede com fortaleza mais prudencia,
Mais justiça, mais zelo, e importancia,
E mais amor devido a paciencia;
Erudito porá tal vigilância
No que dever ao bem desta assistencia,
Que julgado sera em toda a hora,
Por vara do Propheta veladora.
Como tal para tudo vigilante
Com animo benigno, e deligente,
Em qualquer caso, humilde, ou importante
Por bem de todos se achara prezente;
Escolherá da plebe o mais constante,
E a virtude do nobre mais sciente,
Para que nas Prebendas superiores
Tenha Dignos, e sabios coadjutores.
Com elles, do amor administrando
A dadiva mayor do sacramento,
Depois da confição, irá mostrando
O caminho melhor da firmamento;
Com charidade os pobres consolando,
Por hum que der, o Ceo lhe dará cento,
Para tornar a dar, que amor bem quisto,
Em cada pobre, lhe retrata hum Christo.//
No pulpito veridico, a doutrina
Da Catholica fe, e altos doutores
A sua plebe venturosa, ensina,
Com graças que doz Ceos mostrão favorez;
Varias em o Bispado determina
Visitas proprias, para que os menores
Em virtudes vivam reformados,
E os vicios com rigor sejão extirpados.
Sem temer da Canicula fogoza
O ardor que á secura mais incita,
Por toda a Ilha, Aspera, e fragoza,
Em pessoas fará propria, a visita,
E sem recear Thetis proceloza
/que hum zelo tal receos facilita,/
No Porto Santo, em Santos exercicioz
Virtudes plantará, tirará vicioz.
Publicara trez Synodos famozos,
Em proveito das almas celebradoz,
Com que mais os custumes venturozos
Sahiram com mil glorias reformadoz,
Os Estatutos nelles gloriozoz,
Mui conformes aos Canones Sagradoz,
Com que a reformaçam na clerezia,
Virtudes criará, de mais valia.
Por mais dezenganados Companheiros
Terá aos doctos livros noite, e dia,
Que lhe serão discretos conselheiros,
Livres da adulação que enganos cria,//
Taes para os casos arduos verdadeiroz,
E taes para aliçam devota, e pia,
Com que o conselho para o bem confirme
Porque o de Deos sempre he seguro, he firme.
E posto que sara na antevidencia
Jano, reconhecendo o bom conselho
E hum prudente Nestor, cuja prudencia
Seja de mil Nestores claro espelho;
Na erudiçam das letras, da sciencia,
Elegerá o que mais sabio, e velho,
Achar, de mais valor e authoridade,
Para julgar, com justa integridade
Desprezando respeitos, e favores,
Pella virtude que aborresse os vicioz,
Prudente as almas, lhe dara Rectores,
E os mais aptos, aos justos beneficioz;
Eleitos sabiamente entre os melhores,
E aprovados em Santos exercicioz,
Que Deos que o moverá, da Empirea Corte,
A elles de Mathias, dará a sorte.
Terá de par em par, contino abertas
Com largas maos, as portas a pobreza,
Onde as esmollas pias sempre certas
Se veram cada dia, com largueza;
Com coração, e entranhas descubertas
A piedade com mayor franqueza,
Da parca renda, dando a mayor parte,
Que elle como Esmoler de Deos, reparte.//
Qual o Nome, tera a alta viveza
De Hieronimo Sancto na eloquencia,
Erudito escrevendo, em que a grandeza
De seu engenho, de lustre â sciencia;
Vencerá sabio, e docto na agudeza,
Toda a grega, e Romana sapiencia,
Nas materias Lacon, sendo precioso.
E em Apophtegmas altos, sentencioso.
Nas Pascoas, e nas Festas celebrando
Altos Pontificaes pio e benigno,
Da doença talves, forças tirando,
Será entre os Prelados Peregrino;
Com alta admiraçam nelles mostrando
Valor, e zelo tal, que o foram digno
De merecer com honra mais preclara,
Subido grao, de outra mayor Tiara.
Ao secular governo pre elegido
Por vezes se verá, tam animoso,
Que o Bastão militar, enriquesido
Ficara, com lugar tão venturoso;
Este, com o Bago de ouro engrandecido
E o Roquete por peito valeroso,
Ham de mostrar, que nelle tem a Terra,
Hieronimo na Paz, Cezar na Guerra.
Mostraloha, nas prevenções famozas
De quatro Fortalezas da Cidade,
E nas Costas da Ilha venturosas
Por Marte de tão alta calidade;//
Nos aumentos dos Mouros, nas briosas
Covas ocultas, com sagacidade,
Nos reparos da fera Artilharia,
Polvora, ballas, e mosquetaria.
Em esquadras, navaes, apercebidas
De atrevidos Soldados Insulanos,
Que ariscando por bem da Patria, as vidas,
Foram em fuga varios lutheranos
Salvando pello mar, as conhecidas
Embarcações dos vossos Lusitanoz,
Que apezar dos Piratas, e dos ventos,
Faram rico o Funchal de mantimentos.
Mostraloha no tempo venturoso,
Em que por exercicioz militares,
Renovara com Marte sanguinoso
De altas Palestras, novos exemplares,
Com que, do Portuguez brio orgulhoso,
Nas Insulanas Costas, e nos mares,
Se veram feitos altos emprendidos,
Se começadoz bem, melhor vencidoz
Quando por carta de Fellippe Augusto,
Mostrar nas Prevenções antecipadas,
Fazerse, em forla Agamenon robusto,
E hum Diomedes em traças fabricadas,
Por quem o Níveo, e Falvo, e o Adusto
Lhe darám mil trincheiras levantadas,
Conhecendo cederlhe em toda a parte,
Sciencias Cynthio, e altos brios Marte.//
Será Numa na Paz, e esta tratando
Com condiçam de real benignidade;
Irá discordes animos tomando
Em a concordia justa, de amizade
Do vinculo do amor puro alcansando
Ser todo o bem, toda a tranquilidade,
E que filho de Deos, será chamado,
Quem em tratalas bem, anda ocupado.
Reparará com alto entendimento,
Os contingentes dannos procelozos,
Com que á Terra ameaça, o Elemento
Que excede nella, os dous mais furiozos;
Nos muros das Ribeiras, com aumentos
Applicando reparos mais forçozos,
Que conheser dos dannos a inclemencia,
E reparalos, he de alta prudencia.
Hum proceder terá de tal brandura
No perdoar descuidos cometidos,
Que mostre do real sangue a altura
Nos brios ante Deos engrandecidos,
Que o generozo animo que apura
Perdão a vis intentos atrevidos,
Por pouco que perdoa, como honrado
De Deos em muito, se acha perdoado.
Sê Vacante
Por falecimento de D. Hieronimo Fernando, que como disemos foi no anno de 1650;// ficou esta Diocesi Se Vacante, vinte annos ate o de 1670., erm cujo tempo estiveram empedidas em Roma as confirmações; pello que escusandose o cabido do governo, cometeu todo ao doutor Pedro Moreyra Deam da mesma Sê, e homem douto graduado em Canones, com grande inteligencia para reger o Bispado de que alcançou confirmaçao real. Durando o seu governo, foi culpado na prizão de D. Francisco Mascarenhas, Governador da mesma Ilha, no anno de 1668., e filho dos III. Condes de Sancta Cruz; por cuja cauza foi mandado hir prezo a Lisboa duas vezes, a segunda no anno de 1674., com tão infelis sucesso, que na viagem foi captivo a Argel, em cujas prayas acabou logo a vida, com largo pezo dos annos, e dos achaques.
Nesta vacante foi nomeado para Bispo do Funchal, Ayres Correa
Baharem natural do Carregado, e filho de Manoel Correa Baharem
que faleseu na batalha de Alcacere, e de sua mulher D. Joanna
de Tavora; o qual foi doutor em Theologia, Collegial de S. Paulo,
e Conego Magistral// da Se de Lisboa. Os seus largos annos, e
o empedimento de Roma, fez com que não fosse confirmado,
por falecer antes disso.