Oliveira. Em diversas épocas, estabeleceram-se nesta ilha alguns individuos que usaram êste apelido, sendo os troncos de varias familias que se espalharam por muitas freguesias do arquipélago. Por meados do século XVIII, veio para o Funchal onde se estabeleceu como negociante de vinhos, Domingos de Oliveira Alvares, que foi o tronco duma numerosa e distinta familia, que entre os seus membros conta o conselheiro João Francisco de Oliveira, Joaquim de Oliveira Alvares e conde do Tojal, dos quais nos ocupamos neste Elucidario. De Domingos de Oliveira houve um neto, nascido em 1806 na Inglaterra, por nome Benjamim de Oliveira, que naquele país exerceu elevados cargos. Numa noticia biografica que temos presente se diz que ele foi membro do parlamento britanico, das Sociedades Real e dos Antiquarios de Londres, do Conselho do Colegio Real de Química e das Sociedades de Botanica, de Zoologia e de Horticultura da mesma cidade, vice-presidente da Sociedade Arqueologica de Inglaterra, director do Instituto Britanico das Belas-Artes e dos Pintores Inglêses, membro de quasi tôdas as sociedades filantropicas de Londres, etc., etc.. Benjamim de Oliveira foi varias vezes encarregado pelo govêrno do seu país de desempenhar diversas missões importantes junto de alguns governos da Europa. Publicou algumas obras.

De Pedro de Brito Oliveira Pestana, que veio para a Madeira com seu irmão João Mendes de Brito, por 1470, procedem também muitos dos individuos com o apelido de familia Oliveira que existem na Madeira. Tinham ambos fôro de fidalgo, segundo diz o dr. Azevedo nas notas ás Saudades.