A ATLANTICIDADE DA ECONOMIA MICAELENSE DE SETECENTOS A CASA COMERCIAL DE NICOLAU MARIA RAPOSO

 

 

MARIA MACHADO VAZ DO REGO

 

A economia micaelense de finais do século XVIII inícios de oitocentos caracterizava-se por uma produção de auto-abastecimento que se aliava a uma produção canalizada para o mercado externo, em suma seria uma economia transitória, na evolução para uma economia mercantil em pleno146.

Na verdade, como nos alerta Fernand Braudel, "a massa das acções dos homens permanece encerrada, submersa, no imenso domínio material"147, como se demonstra no caso dos camponeses micaelenses que continuaram agarrados ao trabalho da terra, atentos às suas colheitas, para que o seu auto-consumo fosse assegurado assim como o pagamento das suas rendas.

Por outro lado, a maioria dos terratenentes, absentistas na corte, lutam para que as suas rendas sejam enviadas para Lisboa, de maneira a assegurar-lhes uma vida "digna" na corte.

Estas produções já entram no mundo das trocas, mas a um nível inferior, pois o objectivo não é acumular para investir e reproduzir, mas apenas consumir.

Acima desta economia, espartilhada entre o auto-consumo e o controlo de mercado feito pelos poderes locais, encontramos um estrato onde já podemos descortinar uma economia de mercado evoluíndo para aquilo a que chamamos "capitalismo mercantil" e que é composta por alguns comerciantes, "aquele grupo que se destaca da grande massa dos pequenos comerciantes, e que devido à superioridade que lhes dà a informação, inteligência e cultura"148 consegue reservar para si os grandes negócios.

É neste estrato, que podemos situar Nicolau Maria Raposo, que proponho estudar como figura paradigmática do alto-comércio açoriano de setecentos.

O objectivo deste trabalho será tentar demonstrar o tradicional papel do Atlântico no desenvolvimento da economia Açoriana, através do estudo da sua casa comercial, tendo-se como fontes priviligiadas os copiadores de correspondência, compreendidas entre 1775 e 1795149, riquíssimo manancial de informações que nos permitem fazer uma ideia precisa de como se organizava esta casa comercial, quais os seus correspondentes, comissários, importações, exportações, o papel de cada ilha nos negócios da casa, assim como a ligação de S. Miguel com a Madeira, Reino e o Brasil.

A casa de Nicolau Maria Raposo, foi fundada na 2ª metade do Séc. XVIII e a sua actividade mercantil irá desenvolver-se por todo o final de Setecentos e Oitocentos.

Nicolau Maria Raposo, era o último filho de um mercador Genovês, Nicolau Maria Caneva , que se tinha fixado nos Açores.

Da sua juventude apenas sabemos que por volta dos 18 anos foi para o Brasil, onde inicia a sua actividade mercantil, como se depreende da leitura da sua correspondência particular e comercial, nomeadamente quando em 1780, pede o foro de Fidalgo para ele e seus descendentes, referindo os serviços que a "sua pessoa e sua fazenda"150 prestaram nesta colónia. A sua ida para o Brasil151, insere-se no surto emigratório Português de Setecentos, produto da deslocação do epicentro colonial da Ásia para a América do Sul, que levou ao reforço do povoamento das suas regiões meridionais152.

Ao regressar do Brasil com alguma fortuna, Nicolau Maria Raposo funda a sua casa comercial, aproveitando tanto a terra, com as suas produções agrícolas, base de toda a economia micaelense, como o mar, única via para que esses produtos possam ser colocados no exterior e tentar assim ultrapassar os limites "nacionais". Assim, estrutura os seus negócios seguindo de perto as directrizes mercantilistas de Pombal, contactando com algumas das principais figuras da dita "Burguesia Pombalina"153.

Dentro desta conjuntura, desenvolve contactos com o Brasil, aproveitando as medidas monopolistas de Pombal, nomeadamente a Companhia para a pesca da Baleia nas Costas do Brasil, fundada em 1755 e, que no dizer de Jacome Ratton, "deu grandes lucros aos principais accionistas, assim como aos pequenos"154. Esta detinha armações nas Costas da Bahia de todos os Santos, no do Rio de Janeiro e principalmente na Ilha de S. Catarina; sendo seu administrador Ignácio Pedro Quintela.

É precisamente com Ignácio Pedro Quinttela, que Nicolau Maria Raposo vai assinar um contracto em que ficava com o exclusivo da importação do óleo de Baleia do Rio de Janeiro para os Açores, iniciando-se em Janeiro de 1768, conforme nos mostra o livro da conta geral do contracto, que começa neste mesmo ano, corroborado por uma carta onde se diz que este "se fez por tempo de 9 anos que se acabam em Janeiro futuro de 1777"155.

Através do contracto renovado em 1777, para os próximos 12 anos, ficamos a saber que "Nicolau era obrigado a extrair em cada ano sessenta mil canadas de azeite e que ficava obrigado a pagar a importância dos ditos azeites no Rio de Janeiro ou em Lisboa, em 2 pagamentos, sendo o primeiro de uma terça parte dentro de 3 meses e a segunda de 2 outras terças partes,dentro de dezoito meses.

Na última condição refere-se que o comprador (Nicolau) terá de dar fianças aos seus sócios e interessados nesta negociação"156.

Para melhor cumprir estas clausulas, Nicolau Maria Raposo torna-se comerciante não se limitando a uma única actividade. Assim para melhor desenvolver as componentes "import-export", faz-se armador, sócio principal e administrador de Galera Santa Ana e Senhor Santo Cristo, que em 1779 é substituída por uma fragata com o mesmo nome, devido aquela ter sido apanhada por uma grande tempestade ao descarregar no porto de Ponta Delgada157.

A Santa Ana e o Senhor Santo Cristo, fazia pois a ligação anual entre Ponta Delgada - Rio de Janeiro e regresso ao destino de partida.

Normalmente entre o regresso e a próxima partida, o navio era mandado invernar a Lisboa, pois apesar da nossa tradicional ligação com as rotas do Atlântico, não tínhamos um bom porto e os ventos fortes, que assolam todo o arquipélago, tornavam impossível passar o inverno em Ponta Delgada.

Esta inexistência de um porto marítimo afectava profundamente a circulação e Mouzinho de Albuquerque ao referi-se-lhe ainda em 1824, acentua que "os carregamentos eram amiudamente interrompidos, os fretes exorbitantes e os prémios de seguros execessivamente elevados158.

A preocupação das chegadas e partidas do navio atempadamente é um problema sempre presente, como nos mostram inúmeras cartas entre Nicolau Maria Raposo e os seus correspondentes tanto nas Ilhas, Reino e Brasil: "O navio deve seguir viagem para Pernambuco até 15 de Outubro e ordeno a José Vaz Salgado o fassa dispedir para Lisboa sem perda de tempo de forma que fique nece porto em Maio, para o dispedir com a mesma brevidade para esta ilha"159.

Mas, se o contrato de azeite de baleia o leva a armador, pois para além de trazer a carga, ganhava nos fretes do próprio azeite, como estipulava o contrato com os outros sócios160; a componente comercial continuava a ter principal importância.

Um outro produto chave deste tráfego era o açúcar, que para além de ser vendido nas ilhas, também se podia reexportar para o Norte: "Se V. M. tivesse mandado algum asucar nesta ocazião havia reputarse bem, pela extracção que tem para o Norte e penso continuare inquanto durar a guerra dos ingleses"161.

Este produto era importado por conta e risco de Nicolau Maria Raposo e como sempre com ordens precisas: "É preciso que V. M. vá cuidando na compra do açúcar com tempo, para a carga da referida Galera que deve vir sem demora abarrotada de caixas e azeite"162, mas por vezes era também consignado a Nicolau pelos seus correspondentes, nomeadamente Giraldo Gomes de Campos: "A carregação que V. M. me concignou de 15 caixas de asucar não me deu incómodo..."163.

Estas mercadorias eram destinadas na maioria à ilha de S. Miguel (não só por ser a sede da empresa, mas porque a dimensão do seu mercado assim o exigia), mas também eram redistribuidas pelas outras ilhas, animando-se assim uma navegação de cabotagem inter-ilhas.

Nesta rede de redistribuição de produtos tomam especial importância os correspondentes de Nicolau Maria Raposo que actuam preferencialmente nas ilhas Terceira e Faial, no Rio de Janeiro e, um pouco mais tarde também em Pernambuco e Bahia.

Dentro destes correspondentes/comissários podemos destacar pelo volume das cartas expedidas e pelas próprias ordens sempre minuciosas e atentas à conjuntura, quatro nomes: Frutuoso José Ribeiro na Ilha Terceira, António Dias dos Santos no Faial e no outro lado do Atlântico Giraldo Gomes dos Campos no Rio de Janeiro e José Vaz Salgado em Pernambuco.

Quanto aos dois açorianos era a eles, que competia a redistribuição e venda do azeite e açúcar, ficando à sua disposição muita carga que Nicolau recebia, de que é bem representativo o extracto seguinte: "Chegou a este porto a curveta com 13 mil cruzados de prata e com muito bom negocio e remessa de dinheiro para mim, que toda fica ao dispor de V. M., também tenho nelle 20 e tantas caichas de asucar se o quizer está à sua ordem para pagar daqui o hum ano ou quando puder "164.

Mas a sua acção ia muito além, pois para optimizar as idas do navio era também preciso cuidar do sector "export".

Os produtos utilizados na ida para o Brasil eram essencialmente os panos de linho, a aguardente e o vinagre. Este leque restrito de produtos dificultava acção de Nicolau Maria Raposo, mas eram as leis do Reino, (nomeadamente o Alvará de D. João V 1730), que no sentido de controlar o contrabando com a colónia americana, impunha que dos Açores apenas se pudesse mandar manufacturas e comestíveis produzidos nos mesmos.

Aguardente e vinagre vinham essencialmente das ilhas do grupo central, daí a importância dos correspondentes/ comissários.

Eram eles, que compravam e embarcavam as mercadorias, que estavam atentos à conjuntura agrícola e por conseguinte aos preços a que se encontravam o vinho e a aguardente informando Nicolau Maria Raposo para que este atempadamente mandasse as suas ordens.

Segundo Nicolau Maria Raposo, a aguardente mais apreciada era a do Pico e de S. Jorge, informando que a da "Graciosa não me serve pois é inferior em qualidade de cascos"165.

Mas, se Frutuoso José Ribeiro da Terceira e António Dias dos Santos do Faial, para apenas falar dos dois principais correspondentes destas ilhas, recebiam ordens para comprar e vender mercadorias, eles eram também fundamentais nos circuitos financeiros da casa, pois pagavam contas, transferiam dinheiro, vendiam por conta e sacavam letras.

Os panos de linho saíam preferencialmente da ilha de S. Miguel, apesar de também virem de outras ilhas, nomeadamente das Flores. Através da compra destes panos de linho podemos verificar novamente a importância dos compradores/comissários em toda a estratégia da empresa, assim como a importância económica da casa Nicolau Maria Raposo e sua disponibilidade para o crédito: "Da minha pocibilidade e crédito V. M. o pode informar (...) o que não será fácil a outros conceguirem pela dependência que tem de mim para os ajudarem a viver de outros negócios em que eu lhes dou interesses"166.

Na verdade, eram vários os compradores/comissários que em S. Miguel percorriam toda a ilha na procura de panos e, aos quais Nicolau entregava dinheiro a risco, normalmente de 12 a 18 meses antes da partida para o Brasil167.

Panos de linho, aguardente e vinagre eram pois mandados aos correspondentes/comissários no Brasil, que por sua vez eram os responsáveis pelos tráficos na colónia.

O principal correspondente/comissário no Rio de Janeiro é o já referido Giraldo Gomes de Campos, a quem Nicolau dá ordens precisas para o tratamento dos assuntos ligadas ao contrato do azeite, assim como para a carga e descarga da galera no Rio de Janeiro, cuidados a ter com a cobrança dos fretes "não consinta que venha passageiro ou carga sem que primeiro pague o frete nece Rio"168.

Para pagamento das contas de azeite eram utilizados os lucros obtidos nas vendas das fazendas e aguardente assim como várias letras, de diversas pessoas, a sacar sobre Giraldo Gomes de Campos169.

Se na década de 70 encontramos tentativas optimistas de alargamento deste intercâmbio Açores-Brasil, a década de oitenta mostra-se sombria mas as ligações continuam e até se diversificam.

A conjuntura económica da década de oitenta não é a melhor, pois diversos temporais e epidemias levaram a carências graves na produção e mesmo a uma queda demográfica170.

Estas carências fizeram-se sentir no linho, que cada vez menos é cultivado, afectando as manufacturas de panos e por consequência a carga da ida para o Brasil, agravada com a concorrência dos panos de algodão e aguardente fabricados na própria colónia 171.

Mas Nicolau Maria apesar de apreensivo não desarma e, tenta agora diversificar os portos de chegada, caminhando o seu navio para Pernambuco, assim como na tentativa de optimizar o rendimento da galera transporta emigrantes dos Açores para o Rio e Santa Catarina, usando para isso alguns dos correspondentes influentes junto do Governo Central172.

Em Pernambuco o seu principal correspondente é José Vaz Salgado, que como acontece com Giraldo Gomes de Campos tratava das cargas e descargas do navio, venda dos panos e cobrança dos fretes; saca letras e remete-as para Lisboa para o administrador de contrato. Inicialmente este novo circuito é favorável levando Nicolau a agradecer e elogiar a acção de José Vaz Salgado: "Gratifico a condução do navio que saiu do porto a abarrotar e com bons fretes"173.

Na década de noventa os problemas agravam-se, nomeadamente a venda de azeite no Faial, devido à entrada de azeite de contrabando e das taxas praticadas pelas Câmaras174, que não largavam o seu objectivo de equilibrar os preços de mercado, que neste caso é conseguido, mau grado os pedidos feitos por Nicolau Maria Raposo ao Capitão General das ilhas e ao próprio Administrador do contracto175. Assim a única solução encontrada para rentabilizar o tráfego, foi apenas ficar com a obrigação da exclusividade da venda deste produto em S. Miguel176.

Ansiando sempre por novos rumos Nicolau Maria Raposo chega a pensar mandar o seu navio: "a Benguela e Angola e dali ao Rio com escravos, com a condição de não levar fazenda estrangeira mas unicamente os efeitos de produção destas ilhas, podendo sim mandar o mesmo navio a Lisboa carregar generos estrangeiros antes ou depois de carregar neste porto"177.

Este objectivo de alargar o âmbito do seu comércio foi gorado, pela confirmação dada por José Filipe da Fonseca, de que apenas poderia carregar no navio géneros de produção da ilha178.

Como anteriormente afirmei, Nicolau não utiliza apenas o Atlântico no desenvolvimento na sua actividade mercantil, pois simultaneamente investe nas produções agrícolas e na própria compra de bens fundiários.

O comércio de cereais e leguminosas continuava a caracterizar o intercâmbio comercial entre os Açores e a capital do Reino; não é pois de admirar que Nicolau se preocupasse em também dominar esse ramo e circuito, o que consegue com a arrematação do contrato do dízimo e miunças, objectivo desde o início presente nos seus negócios e continuamente renovado179.

Novamente a ligação inter-ilhas se anima e os correspondentes/comissários a serem fundamentais na informação sobre o comportamento das colheitas e flutuações dos preços do produtos, para além dos nossos já conhecidas actuações na compra dos produtos, pagamentos, cobranças e saque de letras.

Uma vasta rede de correspondentes/comissários, em Lisboa deteem um importante papel no funcionamento da casa.

Com estes a correspondência aumenta e as ordens tornam-se mais minuciosas para as cargas e descargas, despesas a pagar à tripulação, assim como os pedidos de informação sobre a situação do mercado, dos preços, dos circuitos de abastecimento, dos direitos aduaneiros, da possibilidade de crédito e dos cambios mais favoráveis para o saque de letras.

Os principais correspondentes/comissários, tratam não só dos problemas comerciais e financeiros da casa, como dos assuntos particulares de Nicolau Maria Raposo.

Dentro deles, destacamos José Dionísio Pereira até 1784, altura em que é substituído por Hipólito José Pereira e Jerónimo José de Carvalho; José Nunes dos Santos; João do Rego Baldaia Cabral de Melo.

Neste comércio de cereais para além de os consignar, por sua conta e risco aos agentes em Lisboa180, Nicolau Maria Raposo consegue o monopólio da exportação de favas, feijão e cevada para o Arsenal da Marinha181

Mas como comerciante setecentista que é, Nicolau aproveita todas as oportunidades que se lhe proporcionam, dedicando-se também ao sector secundário, ao iniciar uma salga de peixe e carne de porco em S. Miguel.

Esta manufactura é importante não só na tentativa de desenvolver o sector secundário, tão esquecido nas nossas ilhas, assim como no desenvolvimento da pesca e das melhores condições sociais dos pescadores da ilha182.

Nicolau Maria Raposo tentou desenvolvê-la, levando-a para outras ilhas, tendo mesmo um projecto de alargamento com a criação de uma outra salga na ilha das Flores, mas a conjuntura não lhe foi propicia devido à falta de pessoas a empregar na pesca e aos altos encargos das embarcações e da aquisição de sal183.

Para que a venda seja assegurada, Nicolau Maria consegue a exclusividade da ida de carne e peixe para o armazéns das "Reais Fábricas", tão ao gosto das medidas mercantilistas, tendo para isso contactos assíduos com oficiais maiores da Corte, nomeadamente João Filipe da Fonseca e João Gomes de Araújo, para não falar da sua correspondência directa com os Ministros dos Negócios Estrangeiros e Ultramar, Martinho de Melo e Castro e Rodrigo de Sousa Coutinho184.

Podemos concluir que Nicolau Maria Raposo é um homem chave na economia micaelense, que "nunca se limita por assim dizer, a uma actividade única: é negociante, sem dúvida, mas nunca num só ramo, e é além disso, o que a ocasião dele fizer, armador, segurador, mutuante, mutuário, financeiro, banqueiro e até empresário industrial ou agrícola"185. Nicolau é exactamente isto: à partida ele exporta bens agrícolas e humanos disponíveis no arquipélago e no retorno importa os produtos coloniais; investe no comércio de cereais, tornando-se contratador das dízimas reais; é armador e inicia-se no sector secundário com uma manufactura de salga de peixe e carne.

Em suma é o verdadeiro capitalista do Antigo Regime, que com denodo e eficiência desenvolve a economia açoriana de então e que mercê do seu dinamismo, competência e grande visão comercial, reafirma a sua dimensão atlântica demonstrando mais uma vez o papel geo-económico destas ilhas à escala mundial e realçando a sua vocação estratégica no Oceano Atlântico.

 

146 Margarida Vaz do Rego Machado, Produções agrícolas. Abastecimento. Conflitos de Poder, Colecção Histórica, Jornal da Cultura, P.D. 1994.

147Fernand Braudel, A Dinâmica do Capitalismo, Editorial de Teorema, Lisboa 1985, pág. 45.

148 Fernand Braudel, Ob. cit., pág. 61-63.

149 A Casa de Nicolau Maria Raposo faz parte do Arquivo José Maria Raposo de Amaral, depositado nos serviços de documentação da Universidade dos Açores.

150 U.A./S.D.-R.A.P.- Carta a João Gomes de Araújo, oficial maior da Secretaria de Estado, 5 de Agosto de 1780, Cop. c, Vol. I.

151 Walter Piazza, A Epopeia Açorico-Madeirense- - 1747-1756, pág. 174.

152 V.G. Miichel Morineau, América Inglesa e Francesa, in Pierre Leon (Dire) História Económica e Social do Mundo, Livraria Sá da Costa, 1983, Vol. II Tomo II; José Vicente Serrão, O quadro económico - configuração estrutural e tendência de evolução, in José Mattoso (Dire), História de Portugal, Circúlo de Leitores, Vol. III; Avelino de Freitas de Meneses, Estudos dos Açores, Colecção História, Edição Jornal da Cultura, 1995, Vol. II.

153 Nos copiadores de correspondência encontramos inúmeras cartas dirigidas a: Ignácio e Pedro Quinttela, João Gomes de Araújo (Oficial Maior do Marquês de Pombal, continuando depois na secertaria de Estado do Ultramar); João Filipe da Fonseca (Secretário de sua Majestade); Francisco Xavier M. Breyner (Camaréiro do Princípe da Beira); João da Rocha Ribeiro (Procorador da Junto do Comércio de Lisboa em Angra); Dinis Gregório Mello e Castro Mendonça (Capitão-General dos Açores); Martinho de Mello e Castro (Ministro dos Negócios Estrangeiros e Ultramar).

154 Recordações de Jacome Ratton, sobre ocorrências de seu tempo em Portugal de Maio 1747 a Setembro 1810, Fenda Edição, Lisboa 1992, pág. 196.

155 U.A./S.D.-Exp. R.A.P.- Conta Geral do rendimento do contracto do Azeite de Baleya, principiado no ano de 1768 até Maio de 1778; Carta de Nicolau Maria Raposo a Francisco Xavier de Meneses, s.d., Cop. c. Vol. I

156 Carlos Cordeiro, Relações Comerciais de Nicolau Maria Raposo com o Brasil (1775-1785) in Separata do Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, Vol. XLII, Angra do Heroísmo, 1985, pág. 343 a 345.

157 U.A./S.D. - R.A.P. Carta de Nicolau Maria Raposo a António José Silveira, 4 de Setembro de 1779, Cop. c. Vol. II e carta a António José Tavares 2 de Setembro de 1779, Cop. c. Vol. I.

158 Luís da Silva Mosinho de Albuquerque, Observações sobre a ilha de S. Miguel, recolhidos pela comissão enviada à mesma ilha em Agosto de 1825 e apresentada em Outubro do mesmo ano, Lisboa na Impressão Régia no ano 1826, Edição Signo/ Câmara Municipal da Povoação, pág. 26.

Ver também sobre o assunto: Fátima Sequeira Dias, Uma Estratégia de Sucesso numa Economia Periférica: a casa Bensaúde e os Açores 1800-1873, Universidade dos Açores, Ponta Delgada, 1993.

159 U. A. / S. D. - R. A. P. Carta de Nicolau Maria Raposo a Hipólito José Pereira, 6 Setembro 1784, Cop. C. Vol. III V. G. Carta a José Dionísio Pereira, 29 Setembro 1733, Cop. C. Vol. III, carta António José Tavares, 2 Setembro 1779, Cop. C. Vol. I.

160 Condições em que foi estabelecido o contrato do óleo de baleia entre Nicolau Maria Raposo e os restantes sócios in Carlos Cordeiro, ob. cit. pag. 339 a 342.

161 U. A. / S. D. - R. A. P. Carta de Nicolau Maria Raposo a Giraldo Gomes de Campos, 6 Agosto 1778. Cop. C. Vol. I.

162 U. A. / S. D. - R. A. P. Carta de Nicolau Maria Raposo a Giraldo Gomes de Campos, 20 Agosto 1783. Cop. C. Vol. III.

163 U. A. / S. D. - R. A. P. Carta de Nicolau Maria Raposo a Giraldo Gomes de Campos, 21 Janeiro 1777 Cop. C Vol. II.

164 U. A. / S. D. - R. A. P. Carta de Nicolau Maria Raposo a Frutuoso José Ribeiro, 9 Setembro 1784, Cop. C. Vol. III.

165 U. A. / S. D. - R. A. P. Carta de Nicolau Maria Raposo a Frutuoso José Ribeiro, Agosto 1782, Cop. C. Vol. III.

166 U. A. / S. D. - R. A. P. Carta de Nicolau Maria Raposo a Diogo da Costa Carvalho, 29 de Janeiro 1780, Cop. C. Vol. I.

167 Margarida Vaz do Rego Machado, Produções Agrícolas Abastecimento. Conflitos de Poder, Colecção História, Edição Jornal da Cultura, Ponta Delgada, 1994, pag. 69.

168 U. A. / S. D. - R. A. P. Carta de Nicolau Maria Raposo a Giraldo Gomes de Campos, 10 Novembro 1782, Cop. C. Vol. III.

169 V. G. - U. A. / S. D. - R. A. P. Cartas de Nicolau Maria Raposo a Giraldo Gomes de Campos, em 19 Agosto 1778; Cop. C. Vol. II; 30 Outubro 1781, Cop. C. Vol. I; 7 Novembro 1783 Cop. C Vol. III; 27 Abril 1793 Cop. C. Vol. IV.

170 Margarida Vaz do Rego Machado, - Ob. Cit.

171 Margarida Vaz do Rego Machado, - Ob. Cit. pag. 70, 71.

172 V. G. - U. A. / S. D. - R. A. P. Cartas de Nicolau Maria Raposo a João Gomes de Araújo,, 28 de Outubro 1780, Cop. C. Vol. I; e a Martinho de Mello e Castro, 8 Fevereiro 1777, Cop. C. Vol. I.

173 V. G. - U. A. / S. D. - R. A. P. Cartas de Nicolau Maria Raposo a José Vaz Salgado,26 Novembro 1783, Cop. C. Vol. III, 26 Junho 1784, Cop. C. Vol. III.

174 V. G. - U. A. / S. D. - R. A. P. Cartas de Nicolau Maria Raposo a Joaquim Pedro Quinttela 10 Dezembro 1791, Cop. C. Vol. IV; 16 Janeiro 1794, Cop. C. Vol. IV.

175 V. G. - U. A. / S. D. - R. A. P. Cartas de Nicolau Maria Raposo a Joaquim Pedro Quinttela , 30 Julho 1792, Cop. C. Vol. IV.

176 V. G. - U. A. / S. D. - R. A. P. Cartas de Nicolau Maria Raposo a Joaquim Pedro Quinttela 16 Janeiro 1794, Cop. C. Vol. IV.

177 U.A./ S.D. - R.A.P., Carta de Nicolau Maria Raposo a João Filipe da Fonseca, 12 de Maio de 1784, Cop. C. Vol III

178 U.A./ S.D. - R.A.P., Carta de Nicolau Maria Raposo a João Filipe da Fonseca, 30 de Otubro de 1784, Cop. C. Vol III

179 U.A./ S.D. - R.A.P., Carta de Nicolau Maria Raposo a Frutuoso José Ribeiro, 25 de Fevereiro de 1776, Cop. C., Vol II.

Ver também: J. Guilherme Reis Leite, Administarção, Sociedade e Economia dos Açores-1766-1793, Lisboa 1968 pág. 132-139.

180 V.G. - U.A./ S.D. - R.A.P., Carta de Nicolau Maria Raposo a José Dionísio Pereira, 14 de Agosto de 1783, Cop. C. Vol III; a José Nunes dos Santos, 20 de Fevereiro 1776, Cop. C. Vol II; a Jerónimo José de Carvalho, 22 de Fevereiro de 1793, Cop. C. Vol. IV; a João do Rego Baldaya Cabral de Melo, 19 de Agosto de 1794, Cop. C. Vol. IV

181 U.A./ S.D. - R.A.P., Carta de Nicolau Maria Raposo a Martinho Mello e Castro, 31 de Julho de 1781, Cop. C. Vol I

182 U.A./ S.D. - R.A.P., Carta de Nicolau Maria Raposo a João Gomes de Araújo, 29 de Outubro e 19 de Agosto de 1782, Cop. C. Vol. III

183 U.A./ S.D. - R.A.P., Carta de Nicolau Maria Raposo a João Gomes de Araújo, 2 de Agosto de 1781, Cop. C., Vol. I; e a 6 de Setembro de 1784, Cop. C., Vol. III

184 V. G., U.A./ S.D. - R.A.P., Carta de Nicolau Maria Raposo a Martinho de Mello e Castro, 12 de Agosto 1791, Cop. C., Vol. IV; a João Filipe da Fonseca, 10 de Setembro de 1792, Cop. C., Vol. IV; a Rodrigo Sousa Coutinho, 28 de Maio de 1798, Cop. C., Vol. IV

185 Fernand Braudel, A dinâmica do Capitalismo, Edições Teorema, 1985, pag. 64-651